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Original da lista de Schindler está à venda

22/03/2010

Schindler e os seus operários em 1943

A lista que o industrial alemão Oskar Schindler estabeleceu em no final da Segunda Guerra Mundial para salvar judeus dos campos de concentração encontra-se à venda por 2 milhões de euros.
Segundo um representante do actual proprietário, “a lista de Schindler”é datada de 18 de Abril de 1945, tem 13 páginas dactilografadas e nela figuram os nomes de 801 judeus acompanhados com referências às duas profissões e datas de nascimento.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Schindler dirigiu uma fábrica em Cracóvia, na Polónia, onde usou mão-de-obra judia. Horrorizado com a conduta dos nazis, o industrial convenceu os oficiais alemães de que seus funcionários eram essenciais para os esforços de guerra e não deviam ser enviados para os campos de concentração.
“Trata-se do único exemplar ainda na posse de um particular”, disse Gary Zimet, perito na venda de documentos históricos e animador do site internet “MomentsInTime.com”, acrescentando que “é provavelmente o documento mais importante da Segunda Guerra Mundial”.
O industrial alemão e o contabilista Itzhak Stern estabeleceram sete versões diferentes da “lista de Schindler” mas hoje só subsistem cinco exemplares: para além daquele que se encontra à venda, um está no Museu americano do Holocausto em Washington, outro nos arquivos federais alemães em Coblence e os dois últimos no Memorial Yad Vashem em Israel.
O nome do actual proprietário do exemplar colocado agora à venda não foi revelado mas, segundo uma fonte do Museu da História do Holocausto no complexo Yad Vashem, “é provável que se trate do exemplar que foi encontrado em Sydney, na Austrália”.
Em 1996, os responsáveis da biblioteca Olwen Pryke encontraram um exemplar da lista no meio de documentos de pesquisa utilizados pelo escritor australiano Thomas Keneally, autor do livro “A arca de Schindler”, no qual se baseou Steven Spielberg para realizar “A Lista de Schindler”.
Segundo o director da biblioteca, o escritor australiano recebeu o documento das mãos de Leopold Pfefferberg, um dos judeus que o industrial alemão salvou – “Pfefferberg queria que o escritor contasse a história da lista.”

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