Skip to content

Myriam Caseio só foi sepultada ontem

19/12/2009

Myriam tinha 18 anos

Justiça francesa impediu a cremação

As autoridades francesas impediram a cremação do corpo de Myriam Caseiro, a jovem portuguesa de 18 anos cujo cadáver foi retirado do rio Reno no final de Novembro, depois de a jovem ter estado desaparecida durante mais de três semanas. Inicialmente, os pais da jovem tinham previsto proceder à cremação do corpo e espalhar as cinzas em Portugal, mas a juíza que se ocupa do processo, alegando necessidades de inquérito, acabou por ordenar que o corpo de Myriam fosse inumado em França.
Ontem, antes da cerimónia fúnebre, alunos e professores da escola profissional onde Myriam preparava o seu bacharelato, prestaram-lhe uma última homenagem ao som de cânticos de gospel. Em presença da família e amigos, o corpo foi em seguida sepultado no cemitério de Robertsau, em Estrasburgo.
De acordo com uma fonte da polícia judiciária em Estrasburgo, o atraso na entrega do corpo à família – quase quatro semanas depois de o cadáver ter sido retirado das águas do Reno – prende-se com uma discordância entre os resultados dos exames médico-legais efectuados na Alemanha, onde o corpo foi encontrado, e as mais recentes perícias efectuadas em França.
“Estamos um pouco revoltados com a decisão da juíza porque não nos deram a menor explicação,” disse ao 24horas o pai de Myriam, Fernando Caseiro, acrescentando que “não contestámos a decisão porque imaginamos que isso pode contribuir para apurar a verdade acerca do que aconteceu”.
Os pais de Myriam continuam a não acreditar na tese inicialmente avançada pelo Procurador da Republica em Estrasburgo, Jacques Louvel, que avançava o suicídio como explicação para a morte da jovem.
Myriam Caseiro tinha saído de casa, em Neudorf, na região de Estrasburgo, na noite de 8 Novembro. A jovem mudou de roupa e saiu, deixando para trás o seu telemóvel, o saco e a carteira onde estava todo o seu dinheiro. Filha de um português originário da Serra da Pescaria, na Nazaré, a jovem era descrita como “uma pessoa muito calma e sem problemas”.
O desaparecimento da jovem, que o 24horas revelou, chegou a ser alvo de um alerta à Interpol mas o seu corpo acabou por ser encontrado do outro lado da fronteira, no Reno, na região alemã de Gambsheim, a cerca de 15 quilómetros de Estrasburgo.
Alegando “não ter tempo disponível antes do Natal”, a juíza titular do processo recusou-se a receber os pais de Myriam que também ainda não conseguiram ter acesso ao relatório final da autópsia.
“A minha filha não se suicidou e nós precisamos de saber o que lhe aconteceu,” disse o pai da jovem sublinhando que, nesta época do ano onde é pressuposto as famílias estarem reunidas, a ausência de Myriam “é ainda mais dolorosa e difícil a suportar face à falta de humanidade da Justiça”.
“Avançam a hipótese do suicídio porque o corpo não apresentava quaisquer traços de violência, mas isso não é suficiente para excluir a tese criminal”, acusa advogada da família, Monique Sultan.
“Resumindo, na falta de melhor, para as autoridades, é um suicídio”, disse a advogada da família.

• também no 24horas

One Comment
  1. 24/12/2009 09:35

    Querido Duarte y todos aquellos que reunís aquí, a pesar que a lo largo del año sabéis que no tengo demasiado tiempo para comentar, no puedo dejar pasar estas fechas sin desearos a todos una muy Feliz Navidad y un Próspero Año Nuevo.

    Un abrazo desde España. Mercedes

Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: