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Menino raptado em França pode estar escondido em Guimarães

25/11/2009

O pai da criança contou como tudo se passou.

Manuel, 9 anos.

O menino português de nove anos que foi raptado em França na passada sexta-feira, pode estar escondido na região de Guimarães onde vivem a mãe e os avós maternos, mas até agora ninguém encontrou o rasto da criança e as autoridades francesas começam a interrogar-se quanto ao grau de colaboração da polícia portuguesa.
Manuel foi raptado em La Garenne-Colombes quando regressava da escola, mesmo em frente do apartamento onde vive com o pai. De acordo com o procurador em Nanterre, pai e filho foram alvo de uma autêntica “operação comando”, alegadamente sob a direcção da mãe do miúdo.
O pai da criança, Rui Lopes da Silva, não desiste de recuperar o filho e, enquanto não chegam notícias da polícia, já pediu aos familiares que tem em Portugal para que o ajudem a encontrar o Manuel.
Fonte do Serviço Regional de Policia Judiciária (SRPJ) de Nanterre disse-nos que “a policia em Portugal se terá limitado a visitar os avós, em casa de quem vivia a mãe de Manuel, mas que estes pretendem não ter conhecimento de nada e que não fazem ideia de onde esta a filha”.
Em França, as autoridades preparam-se também para lançar diligências junto da vizinha Alemanha onde, segundo o pai do menino, a mãe poderia ter tentado encontrar refúgio junto de familiares.
O emigrante português é descrito pelos vizinhos franceses como sendo uma “pessoa perfeitamente integrada, calmo e muito simpático”.
“Ele é carinhoso e atencioso com o filho”, disse-nos uma vizinha explicando que “o homem nem parece o mesmo desde que lhe levaram o Manuel”.
Angustiado e desesperado, o pai de Manuel contou como tudo se passou.
“O carro estava estacionado e quando eu ia a passar com o meu filho abriram uma porta que se me bateu nas pernas. Foi nessa altura que saíram três homens que começaram a dar-me pontapés entre as pernas e no estômago.”
No chão, e enquanto continuava a ser agredido, o pai de Manuel ainda viu o filho tentar resistir a um dos agressores que o empurrava para o interior do carro.
“Ele gritava e chamava por mim,” disse o pai acrescentando que esta não foi a primeira vez que a mãe, de quem está separado há seis anos, tentou algo assim.
“Eu sei que ela gosta do miúdo, mas isto é mesmo só para me fazer mal,” disse o pai da criança que está convencido que “ela (a mãe) agiu por pura vingança” já que o divórcio oficial entre ambos foi pronunciado em Fevereiro deste ano, estando ainda em curso, em Portugal, o processo que deve regular o poder parental.

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