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A versão belga do caso Maddie

08/11/2009

Desaparecimento de Younes intriga investigadores

Younes 2009

Younes, 4 anos – Foto do grupo Sud Presse (Belgique)

Menino de 4 anos terá saído de casa de madrugada, ao ouvir os pais discutirem. Nunca mais foi visto. O mistério do caso e o comportamento dos pais traz à memória o desaparecimento da pequena Maddie.

Younes como Maddie? – É esta a pergunta com que se interrogam os belgas desde há duas semanas, quando confrontados com o facto do desaparecimento de Younes Jratlou, um menino de quatro anos de idade, que alegadamente terá saído de casa às quatro da madrugada durante uma acesa e violenta discussão entre os seus pais.
Se à primeira vista nada liga o desaparecimento, em Portugal, de Madeleine McCann ao do pequeno Younes na Bélgica, o mistério que envolve os dois casos, a par do comportamento e da reacção dos respectivos pais, tem levado as autoridades e os média belgas a compararem os dois crimes.
Segundo os dados do inquérito, a que o 24horas teve acesso, a versão divergente dada pelo casal não convence as autoridades, mesmo se até agora – como no caso Maddie – o porta-voz da polícia federal continua a afirmar que o casal não é suspeito e que todas as hipóteses continuam em aberto: rapto parental, rapto, assassínio, ou acidente que teria causado a morte da criança. O que é certo é que Younes continua desaparecido e que o comportamento do casal, belgas de origem marroquina, é pelo menos considerado como “muito estranho e irresponsável”.
“Independentemente dos avanços no inquérito, podemos já falar em negligência da parte do casal,” disse um responsável da polícia ao 24horas.
O alerta dado cerca das seis da manhã pelo pai do menino, Mohamed Jratlou, veio intrigar ainda mais as autoridades, já que o filho mais velho do casal afirma que Younes saiu de casa às quatro da madrugada.
Tal como no caso Maddie, a explicação dos país para os lapsos de tempo entre o desaparecimento e o alerta para a polícia – cerca de duas horas em ambos os casos – “é divergente e não coerente,” como disse agora ao 24horas um porta-voz da polícia em Bizet, e como afirmava a PJ em 2007.
Dada a idade da criança e as circunstâncias descritas pelo casal, o desaparecimento foi imediatamente considerado pelas autoridades como “muito inquietante” levando a polícia federal a despachar para o local um número elevado de homens e cães que, com a ajuda da população, iniciaram as buscas.
Mais do que em qualquer outro país – a Bélgica ficou traumatizada com o caso Dutroux e o rapto e a morte de Julie Lejeune e Melissa Russo – as autoridades belgas não olham a meios para responder e investigar o desaparecimento de uma criança. Durante dias, homens e cães passaram a região a pente fino com a ajuda dos helicópteros da polícia e os meios da protecção civil. Também do outro lado da fronteira, em França, a PJ de Lille foi chamada a investigar diversas pistas, entre elas a possibilidade do menino ter sido levado para aquele pais.
Apesar de todas as buscas, o pequeno Younes ainda não foi encontrado e mesmo a hipótese de a criança ter saído sozinha de casa não tranquiliza as autoridades – uma criança poderia sobreviver três dias sem beber e cinco sem comer, no máximo – e o mistério mantém-se.

A reconstituição que os McCann recusaram

Passadas duas semanas, o responsável pela zona de polícia – admirador de Gonçalo Amaral e do livro que este escreveu sobre o caso Maddie, como o próprio confessou ao 24horas – e Marie-Claude Maertens, o procurador do rei, organizaram a reconstituição em presença de todas as testemunhas do desaparecimento. Coisa que a PJ nunca conseguiu organizar no caso Maddie.
“Pedimos aos pais para nos mostrarem aquilo que fizeram durante a noite do desaparecimento de Younes. Eles aceitaram sem que a polícia os obrigasse,” disse Maertens.
Esta diligência – recusada em Portugal pelo casal McCann e seus amigos – decorreu com total normalidade com a comunicação social a aceitar manter-se afastada do local como confirmaram os jornalistas do grupo Sud Presse ao 24horas.
“Todos os gestos foram filmados e repetidos em tempo real. Tanto lá dentro (da casa) como na rua e arredores. O nosso objectivo, é meter em evidência as inconsistências dos testemunhos,” disse ao 24horas o responsável da polícia federal belga, acrescentando que esta diligência, “para além de ser obrigatória, é vital para apurar a verdade”.

→ também no 24horas

One Comment
  1. jorge ferreira permalink
    14/11/2009 23:23

    nao a duvidas que os belgas tem toda a rezao, so a nossa justca nao ve isso
    nao vejo porque rezao os tribunais portugueses nao dao ouvidos ao ex.pj sr amaral este senhor precisa de todo o nosso apoio “portugueses”
    vamos ajudar SR Goncalo Amaral

Os comentários estão fechados.

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