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Extradição de Vale e Azevedo adiada

06/11/2009

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Ex-presidente do Benfica pediu adiamento do seu processo de extradição

Atraso beneficia Vale e Azevedo

O processo de extradição de João Vale e Azevedo do Reino Unido para Portugal foi ontem adiado, sem que tenha sido determinada uma nova data.
A audiência no Supremo Tribunal de Justiça britânico, que estava agendada para a manhã de ontem, foi adiada a pedido do antigo presidente do Benfica que informou igualmente o tribunal que passava a representar-se por um advogado, contrariamente ao que vinha a acontecer.
A audiência de ontem estava classificada para pedido de “instruções”, em que as duas partes deviam prestar informações acerca do recurso sobre o cúmulo jurídico a decorrer em Portugal, mas o adiamento foi decidido ainda antes do inicio da audiência.
De acordo com uma fonte daquele tribunal inglês, em declarações ao 24horas, o atraso da decisão no processo de recurso em Portugal e os consecutivos adiamentos da decisão de extradição “só podem beneficiar a defesa do senhor Azevedo, e causar dificuldade ao pedido feito pelas autoridades portuguesas”.
A falta de uma decisão final sobre o cúmulo jurídico das penas que lhe foram aplicadas em Portugal foi o argumento que o ex-presidente do Benfica usou na audiência anterior, a 30 de Junho, e ao qual o juiz acedeu.
Tanto o advogado de Vale e Azevedo em Portugal, José António Barreiros, como o Ministério Público português recorreram contra o resultado do cúmulo jurídico que a 25 de Maio determinou 11 anos e meio de prisão pelas diversas condenações já sofridas por Vale e Azevedo. Ainda não é conhecida a decisão do Supremo Tribunal de Justiça português.
Ontem, o caso constava na lista de sessões do tribunal em Londres mas a sala nem chegou a abrir e o adiamento só foi confirmado pela secretaria poucos minutos antes da hora prevista.
Até aqui, o ex-presidente do Benfica representava-se a si próprio perante o Supremo Tribunal de Justiça britânico argumentando que necessitava de poupar dinheiro.
Na origem do pedido de extradição apresentado pela Justiça portuguesa, e ao qual o Tribunal de Magistrados de Westminster deu inicialmente provimento, está uma pena de sete anos e seis meses de prisão a que Vale e Azevedo foi condenado, na sequência do ‘caso Dantas da Cunha’.
Vale e Azevedo, contactado pelo 24horas, escusou-se, para já, a qualquer comentário.

• também no 24horas

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