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McCann tramam Amaral em França

27/10/2009
“Maddie, A Verdade da Mentira” – o livro que esta no centro da acção na justiça contra Gonçalo Amaral

“Maddie, A Verdade da Mentira” – o livro que esta no centro da acção contra Gonçalo Amaral

Um canal francês teve de retirar do alinhamento o documentário baseado nas teses do antigo inspector da PJ.

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A emissão dedicada ao caso Maddie que a estação francesa W9 deveria ter transmitido na passada semana, e que incluía o documentário produzido pela Valentim de Carvalho seguido de uma entrevista a Gonçalo Amaral, foi substituída na grelha de programação depois de os advogados do casal McCann terem exercido pressão sobre os responsáveis do canal.
A emissão, que prometia atingir recordes de audiência, foi substituída quando faltavam alguns minutos para a sua difusão, depois de a direcção do canal ter recebido uma notificação com carácter de urgência que dava conta da providência cautelar do Tribunal Cível de Lisboa.
Os responsáveis do canal francês, que confirmaram ao 24horas terem sido alvo de “pressão” da parte dos advogados do casal McCann, alegam ter comprado os direitos do documentário “sem ter conhecimento da possível aplicação da decisão do tribunal português em França” e estudam agora uma saída para a situação.
“O nosso gabinete jurídico está analisar o caso e a possibilidade de reprogramar a emissão,” disse ao 24horas a porta-voz do canal, Julie Gressanie, acrescentando que “não está excluída a possibilidade de o canal exigir uma compensação no caso de o programa não puder ser transmitido num futuro próximo”.
Isabel Duarte, a advogada que representa o casal McCann em Portugal, confirmou ao 24horas que foi contactada pelo porta-voz da família inglesa no dia em que o programa deveria ter sido transmitido. “Clarence Mitchell pediu o meu parecer acerca da decisão do tribunal e da emissão,” confirmou a advogada, que manteve a sua posição de que Amaral não pode falar acerca da tese que defende e os advogados ingleses fizeram o resto.

Grupo de cidadãos quer ajudar ex-inspector

Um grupo de cidadãos europeus estuda a possibilidade de constituir uma fundação para apoiar o ex-coordenador da PJ, “para lutar contra as injustiças de ele que tem sido vítima nos últimos 2 anos e meio”, soube o 24horas.
O ex-coordenador da Polícia Judiciária, responsável pela investigação do desaparecimento de Maddie e que levou Kate e Gerry McCann a serem constituídos arguidos em Setembro de 2007, viu parte dos seus bens serem congelados no âmbito do processo de indemnização interposto pelos McCann, no qual reclamam 1,2 milhões de euros.
Amaral receia não poder assegurar a sua defesa em tribunal e teve de recorrer à assistência judiciária já que a decisão do Tribunal Cível de Lisboa decretou o arresto de um terço do seu vencimento como gerente na empresa unipessoal que criou assim como de todos os valores provenientes dos direitos de autor do livro que escreveu e que se encontra proibido.
“Maddie, A Verdade da Mentira” – o livro que esta no centro da acção na justiça contra Gonçalo Amaral – baseia-se no processo de investigação que foi arquivado há cerca de 15 meses por decisão do Procurador José de Magalhães e Menezes e do Procurador-geral adjunto João Melchior Gomes, os mesmos que têm agora de dar resposta aos pedidos de reabertura do caso.

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