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Gonçalo Amaral na televisão irrita casal McCann

21/10/2009

Gonçalo Amaral

Gonçalo Amaral

“Só o cidadão Gonçalo Amaral é que persiste em não respeitar a injunção do Tribunal”

A participação de Gonçalo Amaral, o ex-coordenador da Policia Judiciária que dirigiu a investigação ao desaparecimento de Maddie, em mais um programa de televisão, neste caso em França, enervou os pais da menina inglesa que, segundo um responsável da campanha do casal, acusam agora o ex-inspector de “não acatar a decisão do tribunal,” ameaçando que o facto “não vai ficar sem resposta”.
Apesar de uma providência cautelar do Tribunal Cível de Lisboa, que o proíbe de falar sobre alguns aspectos do caso Maddie, Gonçalo Amaral é convidado especial do programa “Inquéritos Criminais” – “Enquêtes Criminelles,” no original – que o canal W9 da televisão francesa transmite hoje pelas 19h35 e que será igualmente disponível na internet (www.w9.fr).
“Em qualquer parte do mundo, o cidadão Gonçalo Amaral está proibido de falar sobre a tese que defende no seu livro… Seja em Portugal ou no Burundi,” disse ao 24horas a advogada Isabel Duarte que defende os interesses do casal McCann e que esteve na origem da injunção que também proíbe a venda do livro “Maddie, A Verdade da Mentira” assim como a divulgação do documentário que nele se baseia.
A decisão da juíza do Tribunal Cível de Lisboa impõe que Gonçalo Amaral, assim como as editoras Guerra e Paz e Valentim de Carvalho, fiquem proibidos de falar publicamente acerca da tese defendida pelo ex-coordenador da PJ no caso Maddie – lê-se na decisão que o ex coordenador da PJ e as suas editoras ficam impedidas de “procederem à reprodução ou comentário, opinião ou entrevista, onde tal tese seja defendida ou de onde possa inferir-se”.

Sidonie Bonnec entrevista Gonçalo Amaral - Foto: Cyril LAGEL/W9

Sidonie Bonnec entrevista Gonçalo Amaral - Foto: Cyril LAGEL/W9

O programa da televisão francesa, ao qual o 24horas teve acesso, é apresentado pelos jornalistas Sidonie Bonnec e Paul Lefèvre “e pretende dar aos franceses uma visão mais correcta daquilo que se passou com Maddie,” disse um responsável acrescentando que “o canal apresenta igualmente o documentário inédito (em França) de Amaral que sustenta a culpabilidade dos pais”. O ex-inspector é em seguida chamado a comentar uma versão diferente dos factos que se apoia na reportagem feita em Inglaterra.
Instada a comentar, a advogada Isabel Duarte disse ao 24horas que “o cidadão Gonçalo Amaral persiste em não respeitar a injunção do Tribunal,” admitindo que o assunto venha ser apresentado ao Tribunal mas que ainda “não é conhecida a data da audiência.”
“Nenhuma decisão definitiva vai ser conhecida este ano”, diz a advogada.

McCann querem proibir o livro de Amaral no estrangeiro

Amaral, que já tinha avançado ao 24horas que ninguém o calava e que “se o que os McCann querem é impedir que o livro seja traduzido em inglês, estão muito enganados,” corre agora o risco de ver “A Verdade da Mentira” proibido no estrangeiro, é pelo menos essa a intenção dos advogados do casal.
Isabel Duarte, que só se ocupa do assunto em Portugal, confirmou no entanto ao 24horas que “os advogados do casal em Inglaterra estão a tratar da questão.”
Os primeiros países visados seriam a vizinha Espanha, a França, e a Holanda.
Ed Smethurst, advogado inglês dos McCann, já tinha reconhecido que a proibição pelo Tribunal Cível de Lisboa da venda do livro “Maddie, A Verdade da Mentira” se tratava da primeira fase da acção e que outras acções judiciais teriam lugar noutras fases.

Mais no 24horas.

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