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Freeport: Ouvidas testemunhas de Lopes da Mota

14/10/2009

O procurador Paes de Faria foi testemunha de Lopes da Mota

O procurador Paes de Faria foi testemunha de Lopes da Mota

Entre os nomes arrolados pelo presidente do Eurojust está o ministro da Justiça, Alberto Costa

No âmbito do processo disciplinar ao presidente do Eurojust, Lopes da Mota, acusado de alegadas pressões aos dois titulares do processo Freeport, começaram a ser ouvidas na passada segunda-feira as testemunhas que foram apresentadas em defesa do magistrado português, representado pelo advogado Magalhães da Silva.
Entre as testemunhas enroladas por Lopes da Mota, num total de 19, encontram-se os as duas alegadas vitimas – os procuradores Vítor Magalhães e Paes de Faria – o Ministro da Justiça, Alberto Costa, assim como elementos do Eurojust, entre eles um magistrado inglês.
A participação de Alberto Costa será feita por escrito explicando o ministro o teor da conversa que teve com Lopes da Mota acerca dos procuradores titulares do processo Freeport.
Apesar do incidente de suspeição levantado por Lopes da Mota, indeferido pela Secção Disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), é o inspector Vítor Santos Silva quem dirige esta fase do processo disciplinar tendo já entendido o procurador Paes de Faria, na Segunda-feira e parte do dia de ontem.
Esta fase do processo disciplinar começou com mais um desentendimento entre Magalhães da Silva, o advogado de defesa de Lopes da Mota, e o inspector.
Vítor Santos Silva, que já tinha afastado documentos apresentados pela defesa alegando “falta de interesse” para o processo, agendou inicialmente as audições para três dias completos, o que colidia com a agenda do advogado que devia participar noutros julgamentos, ontem e hoje.
Depois de uma primeira tentativa de conciliação, um pedido indeferido pelo inspector que alegava o motivo de “urgência”, acabou por ser encontrada uma solução com as audiências a decorrerem apenas em meio-dia.

Pressões não vinham do presidente do Eurojust

Fonte do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) disse ao 24horas que “de facto existiram pressões no caso Freeport,” mas não serão atribuíveis ao presidente do Eurojust.
“O papel de Lopes da Mota no caso resume-se à mediação feita pelo Eurojust entre as autoridades portuguesas e inglesas,” defendeu a referida fonte do CSMP.

Duarte Levy também no 24horas

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