Skip to content

Guerra & Paz contesta proibição do livro sobre Maddie

11/09/2009

O livro de Gonçalo Amaral já vendeu mais de 200.000 exemplares

O livro de Gonçalo Amaral já vendeu mais de 200.000 exemplares

A editora Guerra & Paz revelou que vai contestar “nos tribunais portugueses e, se necessário, em instâncias supra-nacionais”, a decisão de retirar do mercado o livro “Maddie, a Verdade da Mentira”, de Gonçalo Amaral.

Em comunicado, a editora considera a decisão juíza Amélia Puna Loupo como “atentatória da liberdade de expressão e da liberdade contratual, ferindo os direitos mais elementares consagrados na Constituição Portuguesa”.

Muito embora acate a “proibição arbitrária”, a Guerra & Paz vai contestar nos próximos dias a decisão, colocando-se assim ao lado de Gonçalo Amaral.

De acordo com um porta-voz da Valentim de Carvalho, a editora que está na origem do documentário vídeo baseado naquele livro, “idêntica posição poderá vir a ser adoptada nos próximos dias”.

Leia o comunicado na íntegra da Administração da Guerra & Paz Editores:

“A Guerra e Paz Editores foi hoje notificada pelos tribunais da proibição da venda do livro «Maddie, a Verdade da Mentira» e da proibição de contratar com editores estrangeiros a cedência dos direitos de edição do livro de Gonçalo Amaral para outros países, da proibição de citar, analisar, comentar partes do livro e da proibição de reproduzir, comentar, opinar ou dar entrevista sobre determinada tese contida no livro.
Como empresa editora, a Guerra e Paz considera ser, acima de tudo, um veículo de comunicação, cabendo-lhe alargar, com os livros que publica, o debate público e a diversidade de ideias, por forma a enriquecer um público adulto que é (ou devia ser) soberano e livre de ler o que bem entenda e de, sobre esses ou com esses livros, formar a sua opinião.
Por essa razão, a Guerra e Paz Editores entende que as proibições agora decretadas pelo Tribunal são atentatórias da liberdade de expressão e da liberdade contratual, ferindo os direitos mais elementares consagrados na Constituição Portuguesa.
Pelo momento em que as proibições são anunciadas – mais de um ano depois da publicação – e pela amplitude das mesmas, alargando o âmbito da aplicação a todo o mundo, esta proibição é injustificada e discutível, merecendo a mais completa discordância moral da Guerra e Paz.
Só o respeito pelas instituições e a nossa vontade de contribuir para o seu prestígio, nos leva a acatar esta proibição arbitrária que contestaremos nos tribunais portugueses e, se necessário, em instâncias supra-nacionais.
Queremos, por fim, deixar aqui uma palavra solidária ao nosso autor, Gonçalo Amaral, por ser sujeito à violação de um dos exercícios fundamentais da vida humana, o do direito de livre expressão, proibição que não honra o país em que nasceu”.

One Comment
  1. remember permalink
    11/09/2009 16:29

    La decisión no solo es atentatoria contra la libertad de expresión sino que atenta al sentido común de las personas con entendimiento.

    Se siente como una burla hacia las PERSONAS.

    Es una forma de ABUSO del Sistema.

    Yo he leído el libro, la señora que ha tomado esta medida cautelar dudo que lo haya hecho (leerlo). Tampoco creo que nadie le haya prevenido de que el sumario que es público, viene a corroborar lo que dice el libro.

    Amaral no difama a nadie. Es notorio y clarísimo.

    Si esa señora ha pretendido defender o hacer prevalecer los derechos de las personas sobre la libertad de expresión debería haber tenido en cuenta los derechos de esa niña. Derecho que han sido vulnerado sin lugar a dudas. No sabemos cuantos de esos derechos pero a más de uno nos da la impresión que pueden haber sido muchos, muchos.

    Reme

Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: