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McCann pedem milhares a Amaral

15/06/2009

Casal quer uma indemnização entre os 100 e os 500 mil euros

Donativos aumentaram depois da ida dos McCann ao Oprah Show mas não chegam para manter o fundo activo por muito mais tempo.

Donativos aumentaram depois da ida dos McCann ao Oprah Show mas não chegam para manter o fundo activo por muito mais tempo.

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Cem mil a 500 mil euros é quanto Kate e Gerry McCann querem receber de indemnização de Gonçalo Amaral, o ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Policia Judiciária (PJ) de Portimão. O processo, segundo os McCann, visa alimentar o fundo que o casal tem utilizado para financiar as suas despesas na campanha que têm promovido desde o desaparecimento da filha.
A informação foi confirmada ao 24 horas por uma fonte do “Madeleine’s Fund – Leaving No Stone Unturned”, o fundo financeiro criado pelos país de Maddie nove dias depois do desaparecimento da criança.
“O casal espera receber uma indemnização com pelo menos seis números,” disse a mesma fonte acrescentando que “outras acções em justiça não estão excluídas o que serviria para vir alimentar o fundo Find Madeleine e ajudar a campanha.” O 24horas apurou que desde 2007 – logo após o regresso de Kate e Gerry McCann a Inglaterra – que os advogados do casal têm uma lista de órgãos de comunicação social, de jornalistas e mesmo de blogues portugueses e ingleses que os McCann olham como um possível “alvo”.
Gonçalo Amaral é o alvo privilegiado do casal McCann: o responsável pela investigação ao desaparecimento de Maddie tem sido, segundo a mesma fonte, “a única pessoa que continua a colocar em dúvida o rapto de Madeleine” e isso “afecta a credibilidade do casal e o trabalho dos investigadores”.
Os movimentos do ex coordenador da PJ sempre foram alvo da maior atenção dos detectives contratados pelos McCann – uma iniciativa que partiu dos espanhóis da Metodo 3 mas que se mantém actualizada num relatório que revela dados da vida privada e profissional de Gonçalo Amaral e onde contam detalhes como as contas bancárias da família e mesmo a lista dos seus amigos mais chegados. Uma parte desse relatório foi entretanto entregue a um advogado português que o tem utilizado em declarações e acusações relacionadas com um outro processo.
Os processos em justiça parecem ser aliás o meio encontrado por Kate e Gerry McCann para financiarem as suas actividades na campanha do “Find Madeleine” – organismo privado gerido maioritariamente pela família e do qual Kate e Gerry são agora directores. Depois de terem recebido mais de 700.000 euros de indemnização em processos contra diversos órgãos de comunicação social ingleses, os quais nunca passaram sequer pelas salas dos tribunais, o casal visa agora diversos alvos em Portugal: “É claro que Amaral é o principal visado, mas existem outras possibilidades em aberto, nomeadamente na comunicação social e na internet onde têm sido feitas afirmações difamatórias acerca do casal,” disse a mesma fonte.

Milionário larga apoio

Apesar dos inúmeros donativos que chegaram ao Find Madeleine depois da entrevista de Kate e Gerry McCann no talk-show de Oprah – programa da televisão norte-americana que a SIC retransmitiu em Portugal – a capacidade financeira do fundo já não é a mesma a que o casal se tinha habituado em 2007 e mesmo o multimilionário escocês Brian Kennedy já virou costas às despesas com Clarence Mitchell, o porta-voz dos país de Maddie.
Como o 24 horas já tinha revelado em Março deste ano, o multimilionário Brian Kennedy deixou de apoiar as actividades dos McCann alegando razões financeiras para justificar o seu afastamento. Clarence Mitchell, o porta-voz de Kate e Gerry McCann, já tinha confirmado esta informação ao 24 Horas dizendo que o multimilionário já não pagava as suas prestações nem contribuía para o pagamento dos detectives contratados pelo casal.
Apesar do afastamento do multimilionário, Clarence Mitchell assegurou ao 24horas que vai continuar ao lado de Kate e Gerry McCann. O porta-voz do casal, especialista em comunicação e relações públicas, tem reduzido as suas declarações mas mantém um contacto permanente com os jornalistas.
Brian Kennedy teria visto a sua fortuna diminuir em mais de 50 milhões de libras o que não seria no entanto a única razão por detrás da sua decisão de abandonar o apoio ao casal – fonte próxima do milionário avançou ao 24 horas que Kennedy não teria apreciado as despesas dos detectives espanhóis (Metodo 3), nem o meio milhão de libras pago a uma empresa americana por seis meses de suposta investigação.

Raymond Hewllet

Raymond Hewllet

Pedófilo diz que não sabe nada de Maddie

Raymond Hewllet, o inglês denunciado pelos dois antigos polícias britânicos contratados pelos McCann como alegado suspeito na desaparição de Madeleine, desmentiu ter alguma vez visto ou aproximado a criança durante o tempo em que viveu no Algarve e reafirmou ao 24horas “que não teve nenhum envolvimento no desaparecimento” da criança. Hewllet reagiu assim às informações publicadas nas últimas semanas por diversos tablóides alemães e britânicos que diziam que o inglês teria visto Maddie em duas ocasiões.
Ontem, em declarações ao “Sunday Mirror”, Hewllet confirmou o que tinha dito ao 24horas: “A única vez que eu vi Madeleine McCann foi em posters acerca do desaparecimento,” acrescentando ainda que a viu uma vez na televisão mas “nunca na vida real”.
“É óbvio porque estão interessados em mim. Mas eles podem pensar o que quiserem. Eu não matei a menina. Esta é a verdade e nunca irá mudar,” disse o inglês ao jornal inglês.
Fontes próximas da polícia do Leicestershire revelaram ao 24horas que o perfil de Hewllet não corresponde ao de um eventual raptor de Madeleine e que “todas as suspeitas dos detectives do casal McCann em relação a Hewllet baseiam-se em suposições já que não existem factos ou indícios para os apoiar nessa direcção”. – “Na primeira fase do inquérito conjunto feito em Portugal, todos os indivíduos cadastrados ou suspeitos de actos de agressão sexual, pedofilia ou rapto, foram investigados e um a um eliminados como suspeitos,” concluiu a mesma fonte.
O alegado suspeito, que se encontra em Aachen (Alemanha) em fase terminal de um cancro, confirmou ter sido interrogado pela polícia do West Yorkshire mas negou ter sido questionado acerca do caso de desaparição de Madeleine.
“Sim, eu falei com a polícia [inglesa] e disponibilizei-me para colaborar no que me é permitido pelo meu estado de saúde, mas eles não estavam interessados na desaparição de Maddie,” disse Hewllet ao 24horas acrescentando que a 3 de Maio de 2007 “não estava na Praia da Luz”.
Hewllet apareceu nas primeiras páginas dos tablóides ingleses depois de os dois ex-policias ingleses, Dave Edgar e Arthur Cowley – conhecidos na internet como Dupond & Dupond em alusão aos dois polícias da banda desenhada Tintin – terem revelado que o inglês vivia no Algarve em 2007 e que o homem já tinha sido condenado em casos de pedofilia na década de 70.
“Um alegado pedófilo à beira da morte seria o suspeito ideal para desviar a atenção da opinião pública e criar a dúvida no espírito das pessoas,” disse ao 24 horas um inspector da PJ no Algarve acrescentando que “todos os alegados suspeitos até agora indicados pelos detectives privados foram investigados e nada indicou que estivessem envolvidos na desaparição da menina.”
Questionado acerca da tese avançada por Gonçalo Amaral, o inspector apenas acrescentou que “Amaral tem muita experiência, sem elementos suficientes nunca iria avançar com essa tese”.

Duarte Levy também no 24horas de hoje

2 comentários
  1. remember permalink
    12/07/2009 08:21

    Buenos días¡¡

    Queda todavía mucho por ver

    Saludos

    Reme

  2. Claudia permalink
    23/06/2009 16:08

    Que triste história…. 😦

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