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Gonçalo Amaral sob escuta

29/05/2009

Caso Maddie é tabu para PGR e PJ

Gonçalo Amaral

Gonçalo Amaral

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“Muita gente ligada ao caso Maddie e à investigação feita em Portugal foi ou é alvo de escutas e de vigilância,” disse ao 24horas uma fonte do Home Office em resposta às afirmações do ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Policia Judiciária (PJ) de Portimão.
Gonçalo Amaral disse que está “sob vigilância” e sabe que “tem o seu telefone sob escuta.” O antigo responsável pela investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann “não sabe por quem está a ser vigiado” mas afirma que o seu email tem sido alvo de curiosidade constante e que parte dessa informação tem chegado aos McCann.
“Neste momento há informações que têm de ser valoradas relativamente à localização e ao que possa ter acontecido ao corpo da menina,” disse Amaral acusando a Procuradoria-geral da Republica (PGR) e a direcção da PJ de fazer um tabu do caso Maddie, onde “ninguém faz nada” permitindo “que pessoas estranhas à justiça e à polícia portuguesa investiguem crimes da competência da PJ”.
Gonçalo Amaral, que não recebeu até agora qualquer notificação em relação ao processo por difamação anunciado pelo casal McCann, confirma que vai processar Kate e Gerry McCann e provar que “existia um entendimento” entre o casal e a polícia inglesa durante a investigação, o que terá condicionado os resultados finais do inquérito.
Os pais de Maddie querem-se prevenir contra a publicação em inglês do livro “Maddie: A Verdade da Mentira” e no qual o ex-coordenador da PJ revela inúmeros elementos do inquérito que conduziu na Praia da Luz e onde sustenta a tese da morte de Madeleine. A decisão do casal teria sido tomada na sequência da divulgação do documentário baseado naquele livro, que a TVI transmitiu e que se encontra disponível na internet com legendas em inglês.

Amaral acusa MP de “armadilha” no caso Leonor Cipriano

“Não tenho dúvidas de que houve uma armadilha por parte do Ministério Público que levou depois a dizer em julgamento que eu prestei um falso depoimento porque eu deveria ter sido constituído arguido no primeiro dia à primeira hora como os meus colegas,” disse Gonçalo Amaral na TVI (ver vídeo) acerca do facto de ter sido condenado no processo Leonor Cipriano, confirmando que vai recorrer da sentença.
O ex-coordenador, falando acerca da sua mais recente experiência com a justiça em Portugal, deu o exemplo de duas queixas-crime apresentadas acerca de um mesmo relatório elaborado por uma associação no caso Joana Cipriano: a queixa apresentada por Amaral há mais de um ano encontra-se parada, enquanto a segunda, apresentada pela parte adversa, já tem arguidos constituídos.

Duarte Levy também no 24horas

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