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Tribunal diz que Leonor Cipriano mentiu e solicita inquérito judicial

25/05/2009
Leonor Cipriano

Leonor Cipriano

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O colectivo de juízes que presidiu ao julgamento dos cinco inspectores e ex inspectores da Policia Judiciária vai solicitar ao Ministério Público (MP) a abertura de um inquérito judicial a Leonor Cipriano pelo crime de falsas declarações no julgamento onde Gonçalo Amaral foi condenado.
De acordo com a agência Lusa, o Tribunal considerou “flagrantes e relevantes as contradições em que incorreu” Leonor Cipriano nas declarações que produziu nas sessões do julgamento, pelo que determinou que fosse extraída uma certidão, à qual foi adicionada uma cópia das gravações.
Leonor “dispôs (…) de longa oportunidade de revelar a verdade” nas audiências no Tribunal de Faro, mas, “essencialmente, aproveitou a oportunidade para mentir”, pode-se ler no acórdão apresentado na passada sexta-feira.
“Que o tribunal tenha reconhecido que Leonor mentiu durante todo o processo não surpreende ninguém, o que é surpreendente e inaceitável é que se tenham condenado dois inspectores com base nessas mentiras,” comentou uma  fonte do sindicato da PJ.
“Leonor Cipriano mentiu quanto à forma como lhe bateram, quanto à identificação das pessoas que lhe bateram, quanto ao tempo e ao modo como revelou que lhe tinham batido, enfim, mentiu em todos os aspectos essenciais das declarações que prestou”, sublinha o acórdão.
Apesar de o colectivo de três juízes e 4 jurados entender que Leonor apresentou “versões bem diferentes para o mesmo facto” – ler também Condenação de Gonçalo Amaral foi tão atípica quanto o processo – dois dos cinco profissionais da PJ foram condenados a penas suspensas: Gonçalo Amaral, ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, foi condenado a um ano e meio pelo crime de falsidade de depoimento, enquanto o inspector António Cardoso foi condenado a dois anos e três meses por falsificação de documento.

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