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McCann não pediram reabertura do inquérito

15/04/2009

Reabertura do caso nas mãos de João Melchior Gomes e de Magalhães e Menezes.

O Procurador Magalhães e Meneses nem assinou o despacho de arquivamento

O Procurador Magalhães e Meneses nem assinou o despacho de arquivamento

Contrariamente ao que Gerry McCann tinha deixado supor nas afirmações que fez à imprensa aquando da sua passagem pela Praia da Luz, nem o casal McCann nem os seus advogados pediram até ao momento a reabertura do inquérito ao desaparecimento de Madeleine. A informação foi agora confirmada ao 24horas por fonte do Ministério Publico.
O pai da menina inglesa, durante as filmagens da sua versão do que aconteceu na noite de 3 de Maio de 2007, a noite do alegado desaparecimento, chegou a afirmar que era necessário que a polícia olhasse para os resultados do inquérito de maneira a ver “onde estão as falhas e o que mais podemos fazer?”.
De acordo com a mesma fonte, após o arquivamento do caso Maddie, a 21 de Julho de 2008, diversos elementos foram juntos ao processo mas, quer o procurador-geral adjunto, João Melchior Gomes, quer o procurador Magalhães e Menezes, ainda não consideram existirem motivos “suficientemente fortes” para reabrir o inquérito.
Ainda hoje, passados quase dois anos da data em que Madeleine McCann terá alegadamente morrido – como defendeu Gonçalo Amaral no seu documentário (ver caixa) – os investigadores continuam a não ter dúvidas de que o inquérito foi afectado por uma contaminação feita propositadamente por Kate e Gerry McCann com um único objectivo: ocultar a morte da filha. São estas as suspeitas que constam num relatório assinado por um inspector-chefe, a 10 de Setembro de 2007, e que constam do processo mas cujo relatório final da PJ ignorou.
Na altura, o investigador sugeria mesmo a alteração das medidas de coacção de termo de identidade e residência do casal, que acabara de ser constituído arguido, facto que foi também ignorado pelo Ministério Público que permitiu aliás que Kate e Gerry McCann abandonassem o território português.
Gonçalo Amaral, o ex-coordenador do DIC de Portimão, continua a afirmar que Madeleine terá morrido na própria noite do desaparecimento e no documentário transmitido esta semana pela TVI demonstrou a impossibilidade de um rapto, apontando através de uma reconstituição feita por actores as diversas contradições dos testemunhos feitos em Portugal e em Inglaterra pelo casal e pelos sete britânicos que os acompanhavam, o chamado grupo do Tapas Bar.
Fonte do Ministério Público, contactada pelo 24horas, confirmou que o documentário baseado no livro “Maddie: A Verdade da Mentira” de Gonçalo Amaral, foi “visto com muita atenção” e que será “obviamente” junto ao processo, o mesmo podendo vir a acontecer com o documentário que vai resultar das filmagens feitas recentemente sob a orientação de Gerry McCann na Praia da Luz.

Duarte Levy no 24horas

3 comentários
  1. matilde permalink
    15/04/2009 19:07

    Claro que não pediram a reabertura do processo pois não são idiotas.
    Obrigada por publicar os vídeos do Amaral.
    Não creio que a menina tenha morrido caindo do sofá às 9.10 pm.
    Não haveria tempo para dar o odor de cadáver, detectado por um dos cães, já que os Smiths viram o corpo ser transportado às 10.00 pm.
    O Amaral está sendo cuidadoso nas afirmações.
    A menina morreu pelo menos às 8.30hs ou bem antes, antes dos pais irem para o Tapas.
    E os pais sabiam quando saíram, acho.
    Pessoalmente acho que ela morreu entre 6.30 e 7.00pm, na presença do David Payne e ausência do Gerry.Numa entrevista há pouco,li que o Amaral considera três suspeitos: os pais e o Payne. Percebi que o Payne foi a presença mais apagada naquela noite.Super apagada e foi de propósito.Tapas 8 chamou o mínimo de atenção para a existência dele e ele foi o único com um baby-monitor e não saiu da mesa a noite toda.
    Se calhar todos tinham um monitor e esconderam. E o Payne usou o dele para despistar alguma coisa.

  2. marie(f) permalink
    15/04/2009 15:19

    Nem pedem !!! So lingua…

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