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“Houve erros de ambos os lados”

13/04/2009

Pai de Maddie quer que as autoridades portuguesas voltem a investigar o desaparecimento da filha. A PJ não acredita

Gerry McCann

Gerry McCann

Gerry McCann, durante a sua recente estadia na Praia da Luz, afirmou que era necessário que a polícia pudesse olhar para os resultados do inquérito dizendo: ‘Onde estão as falhas e o que mais podemos fazer?”.
O pai de Maddie, que nunca colaborou voluntariamente com o inquérito oficial da PJ ao desaparecimento da sua filha, adoptou agora um discurso conciliador afirmando, acerca do trabalho da polícia portuguesa, que “eles trabalharam muito duro e havia muitas pressões. Ao olhar para trás houve provavelmente erros de ambos os lados. ”
Mas as afirmações de Gerry McCann não convencem os inspectores da PJ que trabalharam no caso desde o inicio sob as ordens de Gonçalo Amaral e que continuam a defender que Maddie não foi raptada: “Não acredito que ele queira o inquérito reaberto… sobretudo se tivermos em conta que eles fizeram tudo para impedir as investigações de chegarem a uma conclusão,” disse um inspector da PJ ao 24horas.
“O próprio Ministério Público não terá muito interesse em ver o processo reaberto porque isso significaria ter de admitir que cometeram um erro em o arquivar,” concluiu o inspector que ainda hoje continua a afirmar que “quer os pais da menina, quer os amigos, nunca disseram a verdade”.

O “erro” dos interrogatórios

"the special one"

"the special one"

Como previsto, o inquérito ao desaparecimento de Madeleine foi arquivado pelo Ministério Público pouco tempo após a chegada de Paulo Rebelo para substituir Gonçalo Amaral na coordenação do DIC de Portimão. Paulo Rebelo, o mesmo que tinha negociado o regresso de Fátima Felgueiras a Portugal, foi incapaz de continuar as investigações e de levar a cabo diversas diligências consideradas como extremamente importantes, nomeadamente a reconstituição oficial do que teria acontecido na noite do desaparecimento.
Foi também sob a responsabilidade de Paulo Rebelo – agora transferido para a Directoria de Lisboa – que uma equipa da PJ se deslocou a Inglaterra onde os inspectores, contrariamente ao que deles era esperado, foram incapazes de acompanhar a totalidade dos interrogatórios dos membros do chamado grupo do Tapas, os sete ingleses que acompanhavam os McCann na noite em que Maddie desapareceu. Uma falha cujas consequências são ainda impossíveis de precisar.

Família McCann controla o fundo financeiro

Apesar das suas promessas de transparência, foi em grande segredo Gerry McCann, o pai de Maddie, entrou no grupo de directores que gerem o fundo financeiro criado nove dias depois do desaparecimento da menina.
O “Find Madeleine” recolheu oficialmente quase três milhões de euros mas, não sendo uma instituição caritativa, está dispensado legalmente de prestar contas indicando exaustivamente o uso dado ao dinheiro, o que explica sem dúvida o facto de não se encontrar nos documentos recentemente divulgados uma qualquer referência aos pagamentos do empréstimo da casa de Kate e Gerry bem como outras despesas pessoais.
O próprio Gerry McCann afirmou recentemente que o dinheiro do fundo “Find Madeleine” estaria prestes a acabar o que tem provocado imensas reacções negativas junto daqueles que inicialmente tinham contribuído e apoiado a família. A entrada de Gerry na direcção acontece aliás depois de diversas personalidades que tinham inicialmente apoiado a família terem vindo a afastar-se do casal, o que tem coincidido também com uma importante diminuição das entradas financeiras.
Com a entrada de Gerry McCann na direcção do fundo, que aconteceu oficialmente no final de 2008, no mais absoluto segredo, os pais de Maddie asseguraram assim o controlo total do “Find Madeleine” já que a maioria dos directores fazem parte da família: Kate McCann, Gerry McCann, Peter Hubner, Brian Kennedy, John McCann, Edward Smethurst, Doug Skehan, Jon Corner, e Michael Linett.

Duarte Levy no 24horas

5 comentários
  1. Justiceira - Portugal permalink
    13/04/2009 17:54

    Nem a PJ nem ninguem acredita!

  2. remember permalink
    13/04/2009 08:18

    “O próprio Ministério Público não terá muito interesse em ver o processo reaberto porque isso significaria ter de admitir que cometeram um erro em o arquivar,”

    No creo que la cuestión sea reconocer un error en el archivo del caso. Fue un archivo premeditado. Reconocer un error ennoblece. Archivarlo por otros intereses tiene otro nombre.

    Sr. Levy, le agradecemos el esfuerzo que todos están realizando para poder mirarnos en un mundo mas digno. Un granito de arena de aquí y un granito de arena de allá hace un mundo más justo.

    El Ministerio Público, o quien tenga competencia para hacer que éste cumpla con su obligación, debería hacer lo necesario para que al final todos nos sintieramos mejor.

    Todos seguimos confiando que detrás hay muchas, muchas personas que harán todo lo que esté en sus manos para que la verdad se sepa. Para que se sepa la verdad del porqué se trato de ocultar lo que pasó.

    Seguimos aquí¡¡¡

    Reme

  3. marie(f) permalink
    13/04/2009 07:15

    Tantas esperanças no Paulo Rebelo ! Que decepção…

  4. 13/04/2009 07:15

    “Não acredito que ele queira o inquérito reaberto… sobretudo se tivermos em conta que eles fizeram tudo para impedir as investigações de chegarem a uma conclusão,”disse um inspector da PJ ao 24horas.

    Bueno, pues yo tampoco lo creo. Ni nadie. Pero una contradicción de más o de menos no parece importarles lo más mínimo.

Trackbacks

  1. “There were mistakes from both sides” « Duarte Levy..

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