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PJ identificou “privados” dos McCann

09/04/2009

Leia também “Contas mal feitas no fundo de Maddie”

24horas de hoje

24horas de hoje

Os dois investigadores privados ao serviço dos McCann na Praia da Luz já foram identificados pelos inspectores da Policia Judiciária mesmo se nenhum auto foi levantado na ocasião. A informação foi confirmada no local pelo 24horas que assistiu à chegada dos inspectores no preciso momento em que os ingleses estavam a inspeccionar um caminho que parte do Océan Club e que se dirige para um caniçal.
Os dois investigadores seguiam, como conseguimos apurar, uma pista alegadamente levantada por duas testemunhas.
“Um vulto que levava algo aos ombros o que poderia ser uma criança e que se dirigia para um caniçal próximo do Océan Club” e do apartamento de onde desapareceu Madeleine McCann, foi desta forma que as duas novas testemunhas – residentes na Praia da Luz – descreveram aos investigadores privados o que observaram na noite do dia 3 de Maio de 2007.
As duas testemunhas são incapazes de fornecer uma descrição mais precisa do vulto mas, de acordo com as suas declarações, o percurso seguido pelo vulto estaria, alegadamente, em concordância com testemunhos anteriores que constam já no processo das autoridades portuguesas.
Durante o passado fim-de-semana, enquanto decorriam junto ao Océan Club as filmagens de um novo documentário organizado pelos McCann e que vai ser transmitido a 7 de Maio, os dois investigadores privados foram vistos por diversas vezes junto ao caniçal e a percorrer o caminho entre o complexo turístico e o local.
Fonte próxima da PJ no Algarve confirmou ao 24horas que a presença daqueles investigadores era conhecida mas que oficialmente nada podia ser feito, quer em relação ao seu trabalho quer no que dizia respeito às filmagens: “Não se trata sequer de uma reconstituição, pelo menos de forma oficial. Mesmo no pedido à GNR só foi mencionado que se tratava da gravação de um documentário e nunca se falou de uma reconstituição,” disse aquela fonte precisando ainda que “o facto de as testemunhas não participarem directamente nas cenas é precisamente uma forma de não se poder ver aquilo como uma reconstituição”.
Jane Tanner, uma das amigas de Kate e Gerry McCann, tinha dito aos investigadores da Policia Judiciária em Maio de 2007 que ela tinha visto um homem carregar uma criança nos braços mas a sua descrição nunca foi coerente de interrogatório para interrogatório, quer em Portugal quer em Inglaterra onde também foi questionada pela polícia do Leicestershire. As suas declarações, assim como a dos outros elementos do grupo do Tapas, nunca foram muito concordantes o que levou aliás os homens da PJ a chamarem-lhes mentirosos.
A falta de coerência entre os testemunhos dos nove ingleses, quer em relação aos seus gestos quer em relação aos acontecimentos, era aliás a principal justificação para o facto de a PJ ter pedido a reconstituição oficial do que teria acontecido na noite do 3 de Maio de 2007. Muitos dos gestos descritos pelos nove ingleses não podiam – diz uma fonte da PJ – ser autênticos e “coloca-los no local e em tempo real iria destruir completamente as suas afirmações.”
O lançamento da pequena campanha na zona da Praia da Luz – que antecedeu a chegada da equipa de filmagens e do pai de Maddie – foi também acompanhada por diversas alterações na estrutura do fundo Find Madeleine e nas páginas Web onde se divulgam as iniciativas dos McCann e se vendem objectos relacionados com a menina.

Kate não regressa mais a Portugal

Publicidade para a entrevista de Gerry e Kate no show de Oprah

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A mãe de Maddie diz agora que nunca mais vai regressar a Portugal, em particular ao local de onde terá desaparecido a filha.
De acordo com um amigo da família citado na imprensa inglesa, regressar à Praia da Luz seria demasiado duro para a mãe de Madeleine.
Em declarações ao 24 horas, o porta-voz do casal, Clarence Mitchell, apenas avança que Kate não está ainda preparada, mas não afastou completamente a possibilidade de Kate regressar mais tarde a Portugal.
Se a mãe de Maddie não regressa ao nosso país, o pai, Gerry McCann, não afasta essa possibilidade e uma nova data começa já a ser estudada pela equipa que o acompanha. Segundo uma fonte próxima do casal, a próxima visita só será feita após o segundo aniversário do desaparecimento da menina inglesa “a menos que apareçam novidades nas investigações.”
Para o mês de Maio, para além do documentário de Channel Four – transmitido pela SIC em Portugal – os McCann preparam também uma entrevista exclusiva na televisão americana que, a confirmar-se, seria feita no programa de Oprah.

Proprietário Mark Warner vai processar seguradora
Funcionários podem ser todos despedidos no próximo mês

A empresa que gere o complexo Océan Club, a Mark Warner, anunciou que vai processar a companhia de seguros AIG a quem vai reclamar uma indemnização pelas perdas ocasionadas pela desaparição de Madeleine McCann.
Já na semana passada a Greentrust SA, proprietária do complexo, enviou a 21 dos 48 funcionários que restavam uma carta de despedimento onde mencionava igualmente o caso de desaparecimento como justificação para os maus resultados financeiros que estavam na origem da decisão.
Uma fonte próxima da gestão do complexo, em declarações ao 24horas, avançou mesmo que o fecho do Océan Club estaria para breve e que, sem evolução, todos os funcionários seriam despedidos durante o próximo mês de Maio.

Duarte Levy no 24horas

4 comentários
  1. matilde permalink
    09/04/2009 22:58

    E onde foi parar o Brian Kennedy? Se calhar leu o livro do Tony Bennett e abriu os olhos. Não creio que os Mccanns venham a participar de um show da Oprah.Correm risco demais, a Oprah que foi vítima de abuso sexual.. Isto é barulho e fumaça que sempre fazem.
    Compreendo a Kate não mais voltar a Portugal. Culpada ou não de alguma coisa(creio que é), é muito penoso regressar ao local do crime. Afinal a filha lá morreu e isto deve ser um pesadelo de sentimento de culpa.O terceiro ano já vai entrar em maio e dizem que este período é fogo.
    É quando se atina com o fato de a morte ser irrevogável e que o morto não voltará.Fazer bom tratamento psiquiátrico deve ser impossível. A Kate teria que contar a verdade e este risco ela não corre.

  2. marie(f) permalink
    09/04/2009 14:48

    Eme

    C’est bien connu que la mémoire des “anglais” est comme le bon vin , plus ça vieillit et meilleur c’est .

    J’ai mis “anglais” entre guillemets car je sais bien que la grande majorité ne sont pas comme ça. Mais comme par hasard , tous ceux qui touchent l’affaire Mccann ont une mémoire exceptionnelle. On arrive meme a se souvenir d’ombres qui passent avec un truc sur le dos, et on est affirmatif: le truc sur le dos est un enfant (comme si un kidnappeur allait porter un enfant sur le dos) Le vin et la biere au Portugal sont miraculeux. Dommage que ça ne fasse pas le meme effet sur le peuple portugais.

  3. longrina permalink
    09/04/2009 14:08

    Tanta novidade… tanto por comentar… e ainda nao tenho net!!

  4. 09/04/2009 10:18

    ¿Y esos testigos, témoins o testemunhas sólo ahora se acuerdan? ¿Después de dos años?

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