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Associação de Crianças Desaparecidas pede ajuda a Cavaco Silva

02/04/2009

Processo arrasta-se há mais de 16 meses

logoÁ espera de ver reconhecido o seu estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) há mais de dezasseis meses, a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) entrega hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, assim como ao primeiro-ministro, José Sócrates, um pedido de audiência para denunciar a situação.
“Queremos perguntar ao Governo, que tutela a Segurança Social, até que ponto leva realmente a sério esta problemática das crianças portuguesas desaparecidas bem como o sofrimento dos pais deles,” explica Paulo Pereira Cristóvão, presidente da associação acrescentando que “ao Presidente da República queremos expor esta ridícula situação porque ele, como o mais alto magistrado da nação e pessoa que sempre demonstrou preocupação com esta temática, deverá ser precisamente informado do que se está a passar.”
O reconhecimento do estatuto de IPSS permitiria aquele organismo, que não beneficia de qualquer apoio estatal, recolher contributos de privados, possibilitando a estes a obtenção de contrapartidas fiscais ao abrigo da Lei do Mecenato. Neste momento e desde a sua fundação a APCD vive com os frutos de uma campanha nacional de venda de casinhas mas também com as quotas dos associados e donativos.

Objectivos da Associação não destacam suficientemente a parte social da sua acção

De acordo com Paulo Cristóvão, a Segurança Social, sem explicar as razões que justificam o arrastar do processo, alega que “os objectivos da Associação não destacam suficientemente a parte social da sua acção.”
“Não concordo de todo,” responde o presidente da APCD acrescentando que “o apoio a jovens e famílias referido na lei que regulamente as IPSS se encontra perfeitamente plasmado e demonstrado na nossa acção”.
A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD), criada por iniciativa da família de Rui Pedro, desaparecido em 1998, fornece apoio psicológico a familiares de crianças e jovens desaparecidas, apoio psicológico a crianças e jovens entretanto recuperados e reintegrados nas famílias assim como ajuda económica a famílias que deixaram as actividades profissionais na sequência do desaparecimento dos jovens.
Só este ano, a APCD colaborou ainda com a PJ na localização e recuperação de pelo menos duas jovens, tendo organizado a colocação imediata das jovens em Lares de transição até regressarem a casa.
O trabalho daquela associação, que cobre o território nacional, tem permitido colmatar algumas falhas dos serviços sociais: “fomos nós que colocámos jovens em Lares a meio da noite, isto porque os nossos telefones não se desligam às 17.30h,” disse Paulo Cristóvão.

Duarte Levy

One Comment
  1. marialopes permalink
    02/04/2009 14:55

    aconselhava a APCD a pedir também e ESPECIALMENTE o apoio dos media, televisões, jornais, revistas, etc….

    ao fim e ao cabo, são eles que decidem o que é “importante ” como notícia, e o Paulo Pereira Cristóvão sabe disso muito bem.

Os comentários estão fechados.

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