Skip to content

Tribunal da Relação mantém juiz do caso Leonor Cipriano

20/03/2009
aragao-correia-2

Marcos Aragão Correia o advogado que "trabalha" com a Metodo 3

Advogado que se diz vidente não vai estar presente nas próximas sessões do julgamento dos inspectores da  PJ.

Marcos Aragão Correia, advogado de Leonor Cipriano, confirmou esta tarde que o Tribunal da Relação de Évora recusou o afastamento do juiz-presidente do julgamento dos inspectores da Policia Judiciária acusados de agressão.
Aragão Correia acusava o juiz Henrique Pavão de “parcialidade” no processo depois de este o ter obrigado a abandonar a sala do tribunal de Faro na sequência da sua suspensão pela Ordem dos Advogados. O advogado criticava igualmente o facto de o juiz ter recusado cerca de 40 requerimentos da sua cliente, na quase totalidade apresentados fora do prazo legal.
De acordo com o advogado, a decisão da Relação fundamentou-se “principalmente na resposta” do magistrado à diligência em negar a “expulsão do advogado na audiência de 22 de Janeiro”. O representante de Leonor Cipriano, condenada pela morte da criança desaparecida em Setembro de 2004, no Algarve, referiu também que Henrique Pavão considerou que a testemunha apresentada no incidente de escusa entregue a 18 de Fevereiro “procurava apenas vingança”, uma vez que tinha sido “condenado por ele”, posição que, frisou Aragão Correia, “o senhor juiz desembargador aceitou sem reservas”, criticando o facto de não ter sido obtido qualquer testemunho.
“Continuarei a representar Leonor Cipriano, neste julgamento, por escrito. E comparecerei, sem reservas, na audiência final para alegações finais”, afirmou à agência Lusa o advogado sublinhando que, face à decisão da Relação de Évora, que não admite recurso, ele não estará presente nas próximas sessões do julgamento de actuais e ex-inspectores da PJ, que se retoma terça-feira, no Tribunal de Faro.
O processo interposto por Leonor Cipriano contra actuais e ex-agentes da PJ – três acusados de crime de tortura, um de não ter prestado auxílio e de omissão de denúncia e um quinto indiciado de falsificação de documento – começou a ser julgado em Setembro de 2008 e tem sido palco de inúmeras “surpresas” onde resta ainda saber se a própria Ordem dos Advogados pode continuar como assistente impedindo assim o seu bastonário de ser ouvido como testemunha no caso das fotos das alegadas agressões.
A defesa de um dos arguidos no julgamento, dirigiu ao Tribunal da Relação de Évora um recurso para revogar a decisão que permitiu que a Ordem dos Advogados fosse assistente e também o despacho de indeferimento para que o bastonário, Marinho Pinto, fosse inquirido no âmbito do processo dado o facto de ter um profundo conhecimento dos factos, “o que se encontra bem espelhado pelo conteúdo da notícia que publicou no Jornal Expresso, em Fevereiro de 2005” e onde foram publicadas as fotos cuja autenticidade ainda não é comprovada numa altura em que o processo se encontrava ainda em segredo de justiça.
Depois do desaparecimento de Joana a 12 de Setembro de 2004, a mãe, Leonor Cipriano, e o tio, João Cipriano, foram acusados e condenados a 16 anos de prisão cada um pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Duarte Levy

One Comment
  1. 21/03/2009 07:11

    Gracias, Duarte, por la información.

    Esto parece el cuento de nunca acabar. Pero somos muchas las personas que seguimos atentamente los hechos. Y que estamos hartos de ser tomados por idiotas.

Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: