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Milionário já não paga salário do porta-voz dos McCann

10/03/2009

c_71_article_1007366_image_list_image_list_item_0_imageClarence Mitchell, porta-voz do casal McCann, confirmou que Brian Kennedy, o milionário inglês que financiava o casal McCann, deixou de lhe pagar os salários “há meses”.
A afirmação foi feita pelo próprio Clarence Mitchell após o seu discurso, sexta-feira passada, numa associação da Universidade de Oxford – The Oxford Union – onde o antigo director da unidade de controlo dos média (Media Monitoring Unit) falou sobre a sua carreira como jornalista, a indústria da comunicação social e o seu desempenho no caso Maddie.
O milionário Brian Kennedy, que chegou a afirmar que estaria disposto a utilizar a totalidade da sua fortuna pessoal – estimada inicialmente a mais de 500 milhões de euros – para financiar as alegadas investigações privadas ao desaparecimento de Maddie, teria agora abandonado o apoio financeiro ao casal. Antigo lavador de janelas na cidade de Edimburgo, Brian Kennedy esteve ao lado de Kate e Gerry McCann na contratação dos detectives espanhóis da Método 3 com quem se deslocou à PJ de Portimão após a saída de Gonçalo Amaral.
“ Eu trabalhava para o governo (britânico) quando chegou a notícia do rapto de Madeleine. Pediram-me para ir para Portugal para ajudar a lidar com a agitação dos média. Em Setembro (2007) eu decidi que ia trabalhar a tempo integral para ajudar na campanha dos McCann, por isso deixei o governo e Brian Kennedy apareceu para pagar o meu ordenado. Há alguns meses, Brian Kennedy deixou de o financiar e agora é o Fundo Madeleine que me paga,” respondeu Clarence.
Apesar de o porta-voz do casal McCann ter anunciado em Setembro de 2007 que abandonava o seu cargo de director na unidade de controlo dos média criada pelo anterior primeiro-ministro Tony Blair, ele manteve um contacto privilegiado com o governo tendo utilizado com bastante frequência os meios e os contactos internos das autoridades britânicas.

oxford-feb-2009-1381Fundação Madeleine organizou protestos

Clarence Mitchell, durante a sua visita à Universidade de Oxford, foi confrontado com um movimento de protesto organizado pelos membros da Fundação Madeleine, criada pelo solicitador Bennett Tony, que organizaram uma campanha exigindo que a verdade acerca do caso Madeleine McCann venha a ser conhecida.
Os manifestantes distribuíram um documento de 64 páginas intitulado “O que aconteceu realmente a Madeleine McCann” explicando as razões pelas quais eles não acreditam na tese do rapto da menina inglesa do apartamento de férias que o casal McCann ocupava no Océan Club, na Praia da Luz.
Os membros daquela fundação, totalmente independente do fundo milionário criado pelos pais de Maddie, não impediram nem perturbaram o discurso de Clarence Mitchell mas participaram na sessão de perguntas e respostas ao ex-jornalista.
“Se para o fim da noite nós informamos as pessoas de que há um outro lado da história então o nosso trabalho foi feito,” disse Tony Bennet.

Duarte Levy

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