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Caso Maddie, une breve cronologia do mistério

21/07/2008
03 Maio: Madeleine, menina britânica de três anos, desaparece do quarto onde dormia com os dois irmãos gémeos num apartamento do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz. Os pais, ambos médicos (o pai é cardiologista, a mãe médica de clínica geral), jantavam com um grupo de amigos num restaurante do ‘resort’ a cerca de 50 metros do apartamento. Tinham chegado ao Algarve a 28 de Abril.
05 Maio: O director da Polícia Judiciária (PJ) de Faro, Guilhermino Encarnação, disse estar em situação de assegurar que a criança terá sido raptada e que todos os caminhos apontam para um crime de rapto, existindo já um ‘esboço’ de um suspeito. O porta-voz da PJ para o caso assegura que não recai qualquer tipo de suspeita sobre familiares e amigos da criança.
14 Maio: Robert Murat é ouvido durante 14 horas no Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ em Portimão e torna-se no primeiro arguido no processo do desaparecimento da menina.
31 Julho: A PJ, elementos da Polícia britânica e dois cães, treinados para detectar sangue e odores a cadáver, inspeccionam o apartamento de onde a menina desapareceu.
11 Agosto: A PJ admite que Madeleine possa estar morta.
06 Setembro: Kate McCann é inquirida na PJ de Portimão durante 11 horas.
07 Setembro: O casal McCann volta a ser ouvido no DIC de Portimão. O advogado dos McCann, Carlos Pinto de Abreu, anuncia que Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos.
09 Setembro: Kate e Gerry McCann regressam a Inglaterra e voltam a reclamar inocência.
02 Outubro: O titular do processo “Maddie” e coordenador da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral, em declarações ao “Diário de Notícias”, critica a Polícia britânica, por “andar a fazer o que o casal [McCann] queria” e é depois demitido da função e afastado do processo “Maddie”.
08 Outubro: Paulo Rebelo, com carreira no combate à droga e na Directoria de Lisboa da PJ, é anunciado como substituto de Gonçalo Amaral à frente da investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.
2008
11 Janeiro: O Ministério Público pediu o alargamento do prazo do segredo de Justiça do processo por mais três meses, revelou à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.
19 Março: A PJ devolveu os bens apreendidos a Robert Murat.
13 Abril: Robert Murat pede indemnizações por difamação a vários órgãos de comunicação social britânicos. Murat quer processar 11 jornais britânicos e o canal de televisão Sky News por difamação, num processo que lhe pode render mais de dois milhões de libras (2,5 milhões de euros).
24 Abril: O ex-coordenador da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral, solicitou a pré-reforma após 38 anos de serviço, para “recuperar a liberdade de expressão”. O advogado de Gonçalo Amaral declara que o inspector que liderou o caso “Maddie” vai lançar este ano um livro onde irá desvendar “pormenores sobre a investigação” relacionada com o desaparecimento da menina inglesa.
30 Junho: Último dia de trabalho de Gonçalo Amaral na PJ de Faro, altura em que declara que o afastamento da investigação foi “acto perigoso”.
16 Julho: O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, anuncia que vai apresentar “uma solução” para o “caso Maddie” no dia 21 de Julho.
17 Julho: O primeiro arguido do caso “Maddie”, Robert Murat, vai receber cerca de 800 mil euros de jornais britânicos que reconheceram ter publicado sobre ele notícias difamatórias e falsas.
21 Julho: a Procuradoria-Geral da República anuncia o arquivamento do processo “por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime”.

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