
Kate vai dar a cara por Maddie
Chegou a hora de Kate
Kate McCann, a mãe da menina inglesa que desapareceu no Algarve há mais de dois anos, é a cara da nova campanha que o casal lança hoje em conjunto com a polícia de Londres e o centro de protecção contra a exploração de crianças (CEOP).
Agora que os gémeos Sean e Amelie frequentam diariamente a escola, a mãe de Maddie pretende assumir um papel mais activo na campanha que o casal lançou nove dias depois do desaparecimento e que entra agora “numa nova fase”.
A nova campanha, com a ajuda da Lift Consulting, empresa portuguesa especialista em comunicação, visa o nosso país onde o casal McCann diz acreditar que alguém ainda pode deter informações acerca do que, de facto, aconteceu à criança na noite em que desapareceu.
O pontapé de saída da nova campanha é dado hoje na capital britânica onde a comunicação social foi convidada a participar em dois briefings – “dado uma mudança de horário,” como confirmou Cláudia Nogueira da Lift Consulting, o primeiro encontro só deve contar com a participação de jornalistas ingleses, estando o segundo previsto para a comunicação social portuguesa.
Os dois ex-policias contratados pelo casal, David Edgar e Arthur Cowley, acreditam que a resposta ao misterioso desaparecimento de Maddie se encontra num raio de 10 milhas em redor do Océan Club, de onde desapareceu a criança em três de Maio de 2007. Com a nova campanha dizem esperar que alguém se manifeste e que lhes traga a resposta.
Para já, Kate e Gerry McCann não vão regressar ao Algarve e vão receber os jornalistas em Inglaterra, mas dizem estar a preparar uma viagem privada de regresso à Praia da Luz, possivelmente ainda antes do final do ano.
“Imagine se ela (Maddie) fosse sua filha, imagine a dor e o sofrimento, imagine que alguém como você nunca se irá apresentar. “Se você ficar calado, é tão culpado quanto os que a levaram,” escreve o casal no site internet do fundo privado que criaram depois do alegado rapto.
A campanha, lançada quase em paralelo com a acção em justiça contra o ex-coordenador da Policia Judiciária que investigou o desaparecimento, Gonçalo Amaral, inclui entrevistas que Kate McCann vai dar esta semana à comunicação social inglesa e portuguesa.
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A versão em português ainda não está disponível, mas já são mil e quinhentos os portugueses, e portuguesas, inscritos no primeiro site internet dedicado às pessoas casadas que pretendem praticar o adultério na mais estrita discrição.

Um site internet para o adultério
O site “www.Gleeden.com”, que se anuncia como “um jardim de felicidade”, ainda não foi lançado oficialmente mas reuniu em poucos dias mais de 60 mil inscritos em toda a Europa e promete uma segurança total àqueles que, casados, têm vontade de se lançar numa relação extraconjugal.
Para já, entre os mil e quinhentos inscritos que residem em Portugal, contam-se 65% de homens e 35% de mulheres, mas, com o lançamento oficial da versão portuguesa antes do final do ano, os responsáveis estão confiantes que esse número venha a aumentar consideravelmente: “a libido dos portugueses não é diferente da dos restantes europeus,” disse uma responsável do site ao 24horas.
Os responsáveis recusam a ideia de que o site possa incentivar o adultério e esclarecem que afinal “apenas responde a uma necessidade. Responde à transformação do casal contemporâneo”.
Os resultados obtidos pelo site, onde a idade média dos inscritos se situa entre os 30 e os 40 anos, revelam que a ideia de uma relação extraconjugal “mais fácil” encanta os participantes a quem nem o preço – pois o site não é gratuito – assusta.
Os preços vão dos 7 euros por 15 créditos (ou entradas efectivas) aos 907 euros do acesso à vida sem qualquer limite: preços que não assustaram os 1500 membros portugueses que já procuram uma maneira segura de enganar os seus respectivos conjugues, alguns deles na vizinha Espanha onde o site já conta com 3500 adeptos… e adeptas!
Para ultrapassar o eventual sentimento de culpa, os responsáveis do “Gleeden“ não hesitam em avançar com as estatísticas: 75% dos infiéis nunca se arrependeram.
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"Mandei matar (virtualmente) o director do Público"
Em poucos minutos, já é possível de mandar matar (virtualmente) a sogra, o seu patrão, ou o seu pior inimigo, tudo graças ao canal de televisão francês “13ème Rue”, canal temático dedicado ao crime, fantasia e horror.
O site internet “jetueunami.com” – em português, “eu mato um amigo” – criado por aquele canal, é desaconselhável aos mais sensíveis e permite escolher um dos cinco assassinos que vão levar a cargo a horrível missão.
Depois de estabelecer o “contrato” com o assassino e de fornecer uma foto do alvo a abater, resta indicar para onde deve ser enviado o vídeo da execução – as imagens são realistas e podem chocar os mais sensíveis. O vídeo, disponível em poucos minutos, é igualmente enviado à “futura vítima”.
A iniciativa publicitária do canal visa despertar a curiosidade dos potenciais espectadores para o conteúdo da programação oferecida diariamente.
Para ilustrar esta nota, em jeito de brincadeira (peço-lhe desde já que me perdoe e asseguro-lhe que não tenho por si quaisquer sentimentos negativos), “encomendei” o assassinato de José Manuel Fernandes, o director do jornal O Público, que hoje “abandona” os seus leitores. O vídeo AQUI.

“Maddie, A Verdade da Mentira” – o livro que esta no centro da acção contra Gonçalo Amaral
Um canal francês teve de retirar do alinhamento o documentário baseado nas teses do antigo inspector da PJ.
A emissão dedicada ao caso Maddie que a estação francesa W9 deveria ter transmitido na passada semana, e que incluía o documentário produzido pela Valentim de Carvalho seguido de uma entrevista a Gonçalo Amaral, foi substituída na grelha de programação depois de os advogados do casal McCann terem exercido pressão sobre os responsáveis do canal.
A emissão, que prometia atingir recordes de audiência, foi substituída quando faltavam alguns minutos para a sua difusão, depois de a direcção do canal ter recebido uma notificação com carácter de urgência que dava conta da providência cautelar do Tribunal Cível de Lisboa.
Os responsáveis do canal francês, que confirmaram ao 24horas terem sido alvo de “pressão” da parte dos advogados do casal McCann, alegam ter comprado os direitos do documentário “sem ter conhecimento da possível aplicação da decisão do tribunal português em França” e estudam agora uma saída para a situação.
“O nosso gabinete jurídico está analisar o caso e a possibilidade de reprogramar a emissão,” disse ao 24horas a porta-voz do canal, Julie Gressanie, acrescentando que “não está excluída a possibilidade de o canal exigir uma compensação no caso de o programa não puder ser transmitido num futuro próximo”.
Isabel Duarte, a advogada que representa o casal McCann em Portugal, confirmou ao 24horas que foi contactada pelo porta-voz da família inglesa no dia em que o programa deveria ter sido transmitido. “Clarence Mitchell pediu o meu parecer acerca da decisão do tribunal e da emissão,” confirmou a advogada, que manteve a sua posição de que Amaral não pode falar acerca da tese que defende e os advogados ingleses fizeram o resto.
Grupo de cidadãos quer ajudar ex-inspector
Um grupo de cidadãos europeus estuda a possibilidade de constituir uma fundação para apoiar o ex-coordenador da PJ, “para lutar contra as injustiças de ele que tem sido vítima nos últimos 2 anos e meio”, soube o 24horas.
O ex-coordenador da Polícia Judiciária, responsável pela investigação do desaparecimento de Maddie e que levou Kate e Gerry McCann a serem constituídos arguidos em Setembro de 2007, viu parte dos seus bens serem congelados no âmbito do processo de indemnização interposto pelos McCann, no qual reclamam 1,2 milhões de euros.
Amaral receia não poder assegurar a sua defesa em tribunal e teve de recorrer à assistência judiciária já que a decisão do Tribunal Cível de Lisboa decretou o arresto de um terço do seu vencimento como gerente na empresa unipessoal que criou assim como de todos os valores provenientes dos direitos de autor do livro que escreveu e que se encontra proibido.
“Maddie, A Verdade da Mentira” – o livro que esta no centro da acção na justiça contra Gonçalo Amaral – baseia-se no processo de investigação que foi arquivado há cerca de 15 meses por decisão do Procurador José de Magalhães e Menezes e do Procurador-geral adjunto João Melchior Gomes, os mesmos que têm agora de dar resposta aos pedidos de reabertura do caso.
A teoria não é nova mas, de acordo com o publicado ontem no jornal britânico Daily Star, o alegado rapto de Maddie seria uma encomenda perpetrada por um perigoso criminoso argelino que, a troco de cem mil euros, levou a criança para Marrocos.
Segundo a mesma informação, Maddie foi transportada para o norte de Africa através do ferry que liga o sul de Espanha a Marrocos.
O diário britânico, que diz ter recebido informações do “submundo do crime”, avança que a informação foi conhecida depois do criminoso argelino se ter gabado do rapto junto de dois traficantes de droga ingleses, Paul Bennett e James Neil.

O Argelino que “raptou” Maddie por 100.000 euros?
O argelino, que responde aos nomes de Younis ou Tariq, é descrito como sendo de pele escura, cabelo encaracolado e apresentando cicatrizes faciais, correspondendo a um dos retratos robots já conhecidos no caso. O homem seria, segundo a fonte citada pelo quotidiano inglês, “conhecido da polícia em Portugal”.
O 24horas apurou entretanto que as informações citadas pelo Daily Star, e alegadamente provenientes do “submundo do crime”, já tinham sido avançadas em Portugal por um advogado ligado ao caso e que se baseava num relatório dos detectives espanhóis da Metodo 3 que estiveram ao serviço de Kate e Gerry McCann.
A agência espanhola realizou diversos relatórios acerca do desaparecimento de Maddie mas também acerca da vida privada dos inspectores da PJ responsáveis do inquérito, nomeadamente de Gonçalo Amaral – relatórios que os detectives disponibilizaram àquele advogado e que têm sido utilizados publicamente.
“Não existe qualquer inquérito em curso, a essa ou a qualquer outra alegada pista, e o caso continua a ser da responsabilidade das autoridades portuguesas,” diz uma fonte da polícia de Leicestershire, contactada pelo 24horas.
Polícias com humor britânico
Não é a primeira vez que “alegadas informações” e “especulações” acerca do caso Maddie fazem manchete nos jornais ingleses. Ainda a semana passada o governo britânico desmentiu oficialmente que o seu primeiro-ministro estaria em contacto com as autoridades americanas a quem, segundo o Sunday Express – jornal do mesmo grupo que o Daily Star – Gordon Brown queria pedir as imagens do satélite que alegadamente vigiava a costa portuguesa.
A informação avançada ontem pelo Daily Star “tem o valor da sua promoção de domingo, por 40 pences (pouco mais de 50 cêntimos) o leitor leva os dois jornais,” ironizou fonte do Home Office em resposta ao 24horas.

