Sete suspeitos: um para cada dia da semana

Ithaisa Suarez no “Daily Express Weekend”
Os dois ex-policias contratados por Kate e Gerry McCann querem interrogar um cidadão inglês “que não sabem se esteve na Praia da Luz na noite em que Madeleine desapareceu” e que está actualmente detido a aguardar julgamento por homicídio. O homem, cuja identidade ainda não foi revelada abertamente por nenhum tablóide inglês, é um expatriado britânico que viveu em diversas regiões de Espanha, nomeadamente na Gran Canaria, não longe do local onde Yeremi Vargas desapareceu em Março de 2007.
Ambas as crianças desapareceram em 2007 e as “coincidências” acabam ai como confirmam os investigadores espanhóis e portugueses que trabalharam nos dois casos, o que não impediu o “Daily Express Weekend” de dar voz na sua edição de hoje à mãe de Yeremi, Ithaisa Suarez, perguntando se o novo suspeito não estaria envolvido no desaparecimento do menino.
De acordo com aquele tablóide, citando o ex-policia Dave Edgar, o alegado suspeito é uma das sete “pessoas interessantes” que devem ser interrogadas na investigação ao desaparecimento de Maddie.
Passados mais de dois anos, tal como haviam feito todos os detectives privados contratados anteriormente pelo casal McCann, os ex-policias sugerem uma eventual ligação aos casos espanhóis: “Ele quer saber se o desaparecimento de Madeleine está de alguma forma ligado ao rapto de Yeremi na Gran Canaria a 10 de Março de 2007,” diz o “Daily Express Weekend” citando Edgar.

“Maddie: de waarheid achter de leugen”
Amaral entre os livros mais vendidos
De acordo com “GfK Retail & Technology en Boek.be” o livro de Gonçalo Amaral, intitulado “Maddie: de waarheid achter de leugen” – a tradução flamenga de “Maddie, a Verdade da Mentira” – fez a sua entrada no Top 10 dos livros mais vendidos na Bélgica.
Duarte Levy
Nota: todas as informações publicadas neste blogue ou em qualquer outro blogue da minha autoria são autênticas e foram sempre devidamente verificadas e confirmadas junto de diversas fontes, como é exigido a qualquer jornalista. Como é óbvio, estou sempre pronto para defender em justiça toda e qualquer alegação em contrário. Quaisquer outros assuntos que não têm ligação directa com o meu trabalho mas sim com a minha vida privada e com o fim de uma relação amorosa de vários meses, não merecem sequer resposta… pelo menos não aqui.
Gonçalo Amaral, anulou hoje a sua participação num programa da televisão da TVI depois de ter sido informado da morte de sua mãe, vítima de prolongada doença.
O ex-coordenador da Policia Judiciária, responsável pela investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, participava hoje nas “Tardes da Júlia” – um talk show da TVI onde apresentava o seu novo livro, “Justiça e Delinquência” ao lado de Paulo Sargento e de Duarte Levy.
Nota: Da minha parte e de todos aqueles que têm acompanhado a luta de Gonçalo Amaral, aqui ficam as mais sentidas condolências.
Em resposta enviada hoje à Agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) qualificou como “especulações” todas as notícias publicadas na imprensa sobre o pedófilo britânico Raymond Hewlett.
O alegado suspeito, identificado e condenado como pedófilo pelas autoridades britânicas em casos que datam da década de setenta, reconheceu que estava no Algarve na noite em que desapareceu Madeleine McCann mas a Procuradoria considera ainda que as informações não são suficientes para reabrir a investigação.
Na resposta enviada aquela agência, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou estar “atenta aos sinais que vão aparecendo” e pronta a reabrir o processo “quando surgirem factos concretos, que os magistrados titulares do processo considerem relevantes e credíveis”mas reafirmou que “especulações, opiniões ou comentários não são bastantes para que se reabra a investigação”.
Hewlett, hoje com 64 anos e em fase terminal de um cancro, não é o primeiro “suspeito” revelado na imprensa britânica mas é nele que se têm concentrado todas as atenções.
Clarence Mitchell, porta-voz de Kate e Gerry McCann, convenceu esta semana um jornal inglês a não revelar as fotos de dois alegados suspeitos de nacionalidade portuguesa e alemã. O tablóide preparava-se para designar os dois homens como “os suspeitos principais” mas o especialista em comunicação e relações públicas desmentiu essa informação.
Casal quer uma indemnização entre os 100 e os 500 mil euros

Donativos aumentaram depois da ida dos McCann ao Oprah Show mas não chegam para manter o fundo activo por muito mais tempo.
Cem mil a 500 mil euros é quanto Kate e Gerry McCann querem receber de indemnização de Gonçalo Amaral, o ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Policia Judiciária (PJ) de Portimão. O processo, segundo os McCann, visa alimentar o fundo que o casal tem utilizado para financiar as suas despesas na campanha que têm promovido desde o desaparecimento da filha.
A informação foi confirmada ao 24 horas por uma fonte do “Madeleine’s Fund – Leaving No Stone Unturned”, o fundo financeiro criado pelos país de Maddie nove dias depois do desaparecimento da criança.
“O casal espera receber uma indemnização com pelo menos seis números,” disse a mesma fonte acrescentando que “outras acções em justiça não estão excluídas o que serviria para vir alimentar o fundo Find Madeleine e ajudar a campanha.” O 24horas apurou que desde 2007 – logo após o regresso de Kate e Gerry McCann a Inglaterra – que os advogados do casal têm uma lista de órgãos de comunicação social, de jornalistas e mesmo de blogues portugueses e ingleses que os McCann olham como um possível “alvo”.
Gonçalo Amaral é o alvo privilegiado do casal McCann: o responsável pela investigação ao desaparecimento de Maddie tem sido, segundo a mesma fonte, “a única pessoa que continua a colocar em dúvida o rapto de Madeleine” e isso “afecta a credibilidade do casal e o trabalho dos investigadores”.
Os movimentos do ex coordenador da PJ sempre foram alvo da maior atenção dos detectives contratados pelos McCann – uma iniciativa que partiu dos espanhóis da Metodo 3 mas que se mantém actualizada num relatório que revela dados da vida privada e profissional de Gonçalo Amaral e onde contam detalhes como as contas bancárias da família e mesmo a lista dos seus amigos mais chegados. Uma parte desse relatório foi entretanto entregue a um advogado português que o tem utilizado em declarações e acusações relacionadas com um outro processo.
Os processos em justiça parecem ser aliás o meio encontrado por Kate e Gerry McCann para financiarem as suas actividades na campanha do “Find Madeleine” – organismo privado gerido maioritariamente pela família e do qual Kate e Gerry são agora directores. Depois de terem recebido mais de 700.000 euros de indemnização em processos contra diversos órgãos de comunicação social ingleses, os quais nunca passaram sequer pelas salas dos tribunais, o casal visa agora diversos alvos em Portugal: “É claro que Amaral é o principal visado, mas existem outras possibilidades em aberto, nomeadamente na comunicação social e na internet onde têm sido feitas afirmações difamatórias acerca do casal,” disse a mesma fonte.
Milionário larga apoio
Apesar dos inúmeros donativos que chegaram ao Find Madeleine depois da entrevista de Kate e Gerry McCann no talk-show de Oprah – programa da televisão norte-americana que a SIC retransmitiu em Portugal – a capacidade financeira do fundo já não é a mesma a que o casal se tinha habituado em 2007 e mesmo o multimilionário escocês Brian Kennedy já virou costas às despesas com Clarence Mitchell, o porta-voz dos país de Maddie.
Como o 24 horas já tinha revelado em Março deste ano, o multimilionário Brian Kennedy deixou de apoiar as actividades dos McCann alegando razões financeiras para justificar o seu afastamento. Clarence Mitchell, o porta-voz de Kate e Gerry McCann, já tinha confirmado esta informação ao 24 Horas dizendo que o multimilionário já não pagava as suas prestações nem contribuía para o pagamento dos detectives contratados pelo casal.
Apesar do afastamento do multimilionário, Clarence Mitchell assegurou ao 24horas que vai continuar ao lado de Kate e Gerry McCann. O porta-voz do casal, especialista em comunicação e relações públicas, tem reduzido as suas declarações mas mantém um contacto permanente com os jornalistas.
Brian Kennedy teria visto a sua fortuna diminuir em mais de 50 milhões de libras o que não seria no entanto a única razão por detrás da sua decisão de abandonar o apoio ao casal – fonte próxima do milionário avançou ao 24 horas que Kennedy não teria apreciado as despesas dos detectives espanhóis (Metodo 3), nem o meio milhão de libras pago a uma empresa americana por seis meses de suposta investigação.

Raymond Hewllet

Raymond Hewllet
Pedófilo diz que não sabe nada de Maddie
Raymond Hewllet, o inglês denunciado pelos dois antigos polícias britânicos contratados pelos McCann como alegado suspeito na desaparição de Madeleine, desmentiu ter alguma vez visto ou aproximado a criança durante o tempo em que viveu no Algarve e reafirmou ao 24horas “que não teve nenhum envolvimento no desaparecimento” da criança. Hewllet reagiu assim às informações publicadas nas últimas semanas por diversos tablóides alemães e britânicos que diziam que o inglês teria visto Maddie em duas ocasiões.
Ontem, em declarações ao “Sunday Mirror”, Hewllet confirmou o que tinha dito ao 24horas: “A única vez que eu vi Madeleine McCann foi em posters acerca do desaparecimento,” acrescentando ainda que a viu uma vez na televisão mas “nunca na vida real”.
“É óbvio porque estão interessados em mim. Mas eles podem pensar o que quiserem. Eu não matei a menina. Esta é a verdade e nunca irá mudar,” disse o inglês ao jornal inglês.
Fontes próximas da polícia do Leicestershire revelaram ao 24horas que o perfil de Hewllet não corresponde ao de um eventual raptor de Madeleine e que “todas as suspeitas dos detectives do casal McCann em relação a Hewllet baseiam-se em suposições já que não existem factos ou indícios para os apoiar nessa direcção”. – “Na primeira fase do inquérito conjunto feito em Portugal, todos os indivíduos cadastrados ou suspeitos de actos de agressão sexual, pedofilia ou rapto, foram investigados e um a um eliminados como suspeitos,” concluiu a mesma fonte.
O alegado suspeito, que se encontra em Aachen (Alemanha) em fase terminal de um cancro, confirmou ter sido interrogado pela polícia do West Yorkshire mas negou ter sido questionado acerca do caso de desaparição de Madeleine.
“Sim, eu falei com a polícia [inglesa] e disponibilizei-me para colaborar no que me é permitido pelo meu estado de saúde, mas eles não estavam interessados na desaparição de Maddie,” disse Hewllet ao 24horas acrescentando que a 3 de Maio de 2007 “não estava na Praia da Luz”.
Hewllet apareceu nas primeiras páginas dos tablóides ingleses depois de os dois ex-policias ingleses, Dave Edgar e Arthur Cowley – conhecidos na internet como Dupond & Dupond em alusão aos dois polícias da banda desenhada Tintin – terem revelado que o inglês vivia no Algarve em 2007 e que o homem já tinha sido condenado em casos de pedofilia na década de 70.
“Um alegado pedófilo à beira da morte seria o suspeito ideal para desviar a atenção da opinião pública e criar a dúvida no espírito das pessoas,” disse ao 24 horas um inspector da PJ no Algarve acrescentando que “todos os alegados suspeitos até agora indicados pelos detectives privados foram investigados e nada indicou que estivessem envolvidos na desaparição da menina.”
Questionado acerca da tese avançada por Gonçalo Amaral, o inspector apenas acrescentou que “Amaral tem muita experiência, sem elementos suficientes nunca iria avançar com essa tese”.
Duarte Levy também no 24horas de hoje

Lopes da Mota

Lopes da Mota
Português “não podia influenciar” o caso Freeport
Apesar do processo instaurado em Portugal a Lopes da Mota – acusado de alegadas pressões no caso Freeport – a maioria dos membros de Eurojust mantêm a sua confiança no português e no trabalho que o procurador-geral adjunto tem feito em Haia, sede daquele organismo.
De acordo com uma fonte interna daquele organismo europeu para a cooperação judiciária, a maioria dos restantes membros de Eurojust “não vêem de que maneira o português poderia ter influenciado o inquérito ao caso Freeport,” e avançam temer que o presidente esteja a ser vitima de “um conflito interno à vida politica” de Portugal.
“O caso teve pouca intervenção da nossa parte já que o verdadeiro bloqueio aconteceu em Inglaterra onde a carta rogatória foi ignorada durante um período de tempo verdadeiramente anormal,” disse a mesma fonte acrescentando que “mesmo Eurojust tem imensas dificuldades em tratar com a justiça inglesa.”
Citando declarações da vice-presidente de Eurojust, a belga Michèle Coninsx, a mesma fonte disse ao 24 horas que Lopes da Mota “continua a exercer funções de maneira tranquila e serena” sem revelar qualquer sinal de preocupação ou de ansiedade com o processo disciplinar instaurado em Portugal.
“Estou muito tranquilo e aguardo a conclusão do inquérito e do processo,” confirmou Lopes da Mota ao 24 horas, reafirmando que “nunca exerci qualquer tipo de pressão sobre os meus colegas.”
Para o presidente de Eurojust, em declarações ao 24 horas, “ninguém foi pressionado neste caso, e é lamentável que ao fim de tantos anos de carreira se possa colocar em dúvida a minha seriedade.”
“Os magistrados não são pressionáveis, são funcionários da justiça,” disse Lopes da Mota lamentando o facto de “se dizer tanta coisa na comunicação social que não tem qualquer base ou fundamento. – “Estou em desigualdade de armas pois não posso sequer comentar ou explicar o que quer que seja”.
Já o porta-voz de Eurojust, Joannes Thuy, avança que “Eurojust não quer comentar o assunto” sublinhando que “se trata de matéria nacional portuguesa, e espera os resultados do inquérito disciplinar lançado pelo Procurador em Portugal”.
“Isto mais parece uma armadilha política”
Também em Portugal, uma fonte do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), citando o relatório da investigação, disse ao 24 horas que “o que Lopes da Mota disse não foi mais de que uma mera conversa entre funcionários da justiça que se dão conselhos ou que comentam um caso mais difícil”. A acusação de alegadas pressões surgiu depois dos procuradores que investigam o caso Freeport, Vítor Magalhães e a Paes de Faria, terem acusado Lopes da Mota de ter feito considerações sobre a delicadeza da investigação, comparando-a ao processo da Casa Pia. De acordo com aqueles magistrados, o presidente de Eurojust teria mesmo dito que eles se encontravam sozinhos e que o primeiro–ministro, José Sócrates, queria o caso resolvido rapidamente.
“Depois de tantos anos ao serviço da justiça, num posto tão importante como é a presidência de Eurojust, deve até ser frustrante pensar-se que nem se consegue fazer uma pressãozinha junto de dois colegas,” ironizou a mesma fonte acrescentando que “trata-se tudo de uma autêntica armadilha política”.
Duarte Levy também no 24horas

