O pai da criança contou como tudo se passou.
O menino português de nove anos que foi raptado em França na passada sexta-feira, pode estar escondido na região de Guimarães onde vivem a mãe e os avós maternos, mas até agora ninguém encontrou o rasto da criança e as autoridades francesas começam a interrogar-se quanto ao grau de colaboração da polícia portuguesa.
Manuel foi raptado em La Garenne-Colombes quando regressava da escola, mesmo em frente do apartamento onde vive com o pai. De acordo com o procurador em Nanterre, pai e filho foram alvo de uma autêntica “operação comando”, alegadamente sob a direcção da mãe do miúdo.
O pai da criança, Rui Lopes da Silva, não desiste de recuperar o filho e, enquanto não chegam notícias da polícia, já pediu aos familiares que tem em Portugal para que o ajudem a encontrar o Manuel.
Fonte do Serviço Regional de Policia Judiciária (SRPJ) de Nanterre disse-nos que “a policia em Portugal se terá limitado a visitar os avós, em casa de quem vivia a mãe de Manuel, mas que estes pretendem não ter conhecimento de nada e que não fazem ideia de onde esta a filha”.
Em França, as autoridades preparam-se também para lançar diligências junto da vizinha Alemanha onde, segundo o pai do menino, a mãe poderia ter tentado encontrar refúgio junto de familiares.
O emigrante português é descrito pelos vizinhos franceses como sendo uma “pessoa perfeitamente integrada, calmo e muito simpático”.
“Ele é carinhoso e atencioso com o filho”, disse-nos uma vizinha explicando que “o homem nem parece o mesmo desde que lhe levaram o Manuel”.
Angustiado e desesperado, o pai de Manuel contou como tudo se passou.
“O carro estava estacionado e quando eu ia a passar com o meu filho abriram uma porta que se me bateu nas pernas. Foi nessa altura que saíram três homens que começaram a dar-me pontapés entre as pernas e no estômago.”
No chão, e enquanto continuava a ser agredido, o pai de Manuel ainda viu o filho tentar resistir a um dos agressores que o empurrava para o interior do carro.
“Ele gritava e chamava por mim,” disse o pai acrescentando que esta não foi a primeira vez que a mãe, de quem está separado há seis anos, tentou algo assim.
“Eu sei que ela gosta do miúdo, mas isto é mesmo só para me fazer mal,” disse o pai da criança que está convencido que “ela (a mãe) agiu por pura vingança” já que o divórcio oficial entre ambos foi pronunciado em Fevereiro deste ano, estando ainda em curso, em Portugal, o processo que deve regular o poder parental.
Conselho Europeu: veto de Sarkozy ditou vitória de Van Rompuy
Herman Van Rompuy, o presidente do Conselho Europeu, não foi designado à primeira e só deve a sua nomeação ao veto de Nicolas Sarkozy à candidatura do primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker.
Segundo a mesma informação, revelada pelo jornalista francês Jean Quatremer no seu blog, a candidatura do luxemburguês recebeu o apoio de 26 dos 27 membros da União Europeia, esbarrando-se unicamente no veto categórico do presidente Sarkozy.
Na ausência de consenso, o sueco Fredrik Reinfeldt, que assegura actualmente a presidência rotativa da União Europeia, viu-se obrigado a avançar para a candidatura do belga, um desconhecido que oferecia a vantagem de que “ninguém tem nada contra ele”.
De acordo com o jornalista, especialista em assuntos da União Europeia, o veto de Sarkozy prende-se com um rancor pessoal do presidente francês, alimentado por diversos incidentes ocorridos entre os dois homens de Julho de 2007 a Outubro de 2008.
Criança foi raptada em “operação comando”
Um menino de nove anos, raptado em La Garenne-Colombes (França) na tarde de sexta-feira, pode estar neste momento em Portugal. Assim acredita a polícia judiciária francesa, que afirma tratar-se de um rapto parental com origem num divórcio pronunciado por um tribunal português.
Segundo o porta-voz da polícia ao 24horas, a criança foi raptada por três homens, presumivelmente de nacionalidade portuguesa, no momento em que regressava da escola e se preparava para entrar em casa, acompanhado pelo pai, com quem vide desde 2003.
De acordo com a polícia, os três homens agrediram violentamente o pai obrigando a criança a entrar num veículo que se encontrava estacionado e onde estaria alegadamente a mãe da criança.
Apesar dos ferimentos, o testemunho do pai à polícia permitiu identificar a bordo do veículo a mãe da criança de quem ele está separado desde 2003 e que vive em Portugal, desde então.
Contactado pelo 24horas, o procurador de Nanterre confirmou que um inquérito está em curso “a um caso de rapto com violência e agressão” sublinhando que existem “fortes indícios de que o rapto está ligado a um conflito familiar”.
Apesar de o procurador afirmar que “não tem ideia de onde se encontra a criança,” um porta-voz da polícia judiciária disse ao 24horas que, passado um dia, “a criança já se deve encontrar em Portugal, onde vive a mãe, pelo que um pedido de assistência já foi enviado às autoridades competentes”.
Contrariamente àquilo que é hábito em França, o sistema “alerta rapto” – Alerte enlèvement, no original (*) – não foi utilizado pelas autoridades por estas considerarem que “supostamente a criança não se encontra em situação de risco”.
A polícia judiciária francesa compara o rapto do menino ao caso de Elise André, afirmando que, desde o inicio do ano, este foi o segundo rapto parental em França com recurso a “homens de mão” e, nos dois casos, a comando da mãe.
A 20 de Março, Elise André, uma menina de três anos e meio, foi raptada em plena rua, no regresso da escola por dois homens e pela mãe, de nacionalidade russa. A menina acabaria por ser recuperada três semanas mais tarde, na Hungria, e a mãe presa e extraditada para Paris.
→ Hoje no 24horas.
(*) Vídeo de apresentação do sistema “alerta rapto” com exercício entre as autoridades francesas, belgas e holandesas – Portugal participou como observador. Ver declarações de Pedro do Carmo.
Segundo uma sondagem do canal de televisão flamengo VTM (video), 12% dos Europeus conhecem o primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, e se pudessem eleger o presidente do Conselho Europeu só 5% estariam prontos para apoiar a sua candidatura.
Com uma formação própria dos jesuítas, Van Rompuy é descrito por muitos, na Bélgica, como um homem “apagado” mas também como “maquiavélico, cínico e mesquinho”.
O britânico Tony Blair é conhecido de 70% dos inquiridos, seguido pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker e pelo holandês Jan Peter Balkenende.
De acordo com a mesma sondagem, um terço dos europeus estariam dispostos a eleger Tony Blair, contra 8,5% para o primeiro-ministro luxemburguês, 6,4% para o seu homologo holandês e apenas 5,3% para o belga. 27% dos inquiridos não têm qualquer preferência.

"Der Brückenschlag" - Símbolo da cimeira da Nato
As comemorações dos 60 anos da NATO em Estrasburgo, a 3 e 4 de Abril deste ano, assim como a cimeira dos 28 chefes de Estado participantes, custaram ao contribuinte francês, a soma astronómica de 16,1 milhões de euros.
Aquelas celebrações marcaram igualmente o regresso da França ao comando militar integrado da Aliança, que Paris tinha abandonado há 43 anos por decisão do Presidente Charles De Gaulle.
A factura de 16,1 milhões de euros paga pelo Ministério dos Negócios estrangeiros francês não tem em conta as despesas feitas pelo Departamento e pela cidade de Estrasburgo, nem das despesas financiadas directamente pela Alemanha, país co-organizador.
Às despesas oficiais, acrescentam-se ainda as reparações dos estragos causados pelos manifestantes anti-Nato e cujo montante definitivo não é conhecido.
Portugal, que é um dos estados fundadores da Aliança Atlântica, esteve representado pelo primeiro-ministro José Sócrates e pelos ministros Luís Amado e Nuno Severiano Teixeira.
Consequência algo irónica do custo daquela cimeira – uma das mais caras da história, com 28 chefes de Estado, em média cada delegação era composta por trinta pessoas, sem esquecer os três mil jornalistas que acompanharam o evento – o orçamento que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França destina à organização de eventos internacionais em 2010 foi reduzido para mais de metade, passando de 23 milhões de euros para 9,5 milhões de euros. É a crise…





